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Quais os reflexos do “União Brasil” em Goiás

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A legenda precisa de confirmação até abril para disputar as eleições de 2022. Luciano Bivar (PSL) deverá presidir a 'União Brasil'.

Durante a conversão nacional realizada nesta quarta-feira (6/10), o partido Democratas (DEM) aprovou a aliança com o Partido Social Liberal (PSL), para a criação de um novo partido que se chamará União Brasil e o número será 44.

O novo partido deve ser aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O DEM acredita que o processo demore três meses para ser analisado pelos ministros. Os democratas contam com 28 deputados e seis senadores, incluindo o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Já o PSL tem 53 deputados e uma senadora.

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O governador

Apesar do DEM ser minoria, o governador do estado de Goiás, Ronaldo Caiado, alega que o partido chega com experiência e musculatura para disputara presidência da República. Em Goiás Ronaldo Caiado e o deputado federal major Vitor Hugo devem caminhar juntos no União Brasil.

“O Democratas não chega com números. Ele chega com a experiência de todos os seus representantes”, contou.

Desfiliações

A fusão deve levar à formação da maior legenda do país. Mas o processo pede a saída de filiados dos dois partidos. Um dos que foram contrários a fusão foi o ministro do Trabalho e da Previdência e filiado ao DEM, Onyx Lorenzoni.

O deputado estadual Paulo do Trabalho (PSL), também se desfiliou e disse que o principal motivo que o fez deixar o PSL, foi a falta de espaço para disputar o senado em 2022. O parlamentar pretende representar as bandeiras conservadoras da direita e bolsonaristas. O parlamentar deve se filiar ao partido Democracia Cristã (DC):

“Hoje não existe um nome que me represente neste sentido, como cidadão no atual cenário. Então vou colocar meu nome à disposição. Nesta fusão do DEM e PSL, eu não teria espaço, porque eles têm outros nomes lá”, explica.

O novo partido precisa de confirmação até abril, para disputar a eleições de 2022. O presidente do PSL, Luciano Bivar, deverá presidir a nova sigla.

Filiações

Os organizadores da fusão também esperam filiar os deputados Felipe Rigoni (PSB-ES), Pedro Lucas Fernandes (PTB-MA), Clarissa Garotinho (Pros-RJ), Daniela do Waguinho (MDB-RJ) e Capitão Wagner (Pros-CE), todos em conflito com suas respectivas legendas.

Maior partido

A união dos dois partidos precisa ser aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Estima-se que a duração do processo seja em torno de três meses. O novo partido nasce com a maior bancada da Câmara dos Deputados, com 83 assentos na casa legislativa, e a quarta maior do Senado Federal, com 8 representantes ‒ atrás de MDB (15), PSD (11) e Podemos (9) ‒, incluindo o atual presidente da casa legislativa, o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que pode migrar para o PSD, de Gilberto Kassab, para disputar a Presidência da República em 2022.