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STF decreta sigilo na apuração de suposta interferência de Bolsonaro no MEC

Indícios foram apontados pela Polícia Federal e Ministério Público Federal com a suspeita de que o presidente atuou para atrapalhar as investigações  

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O Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu decretar sigilo no inquérito que apura suposta interferência de Bolsonaro (PL), na investigação da Polícia Federal no caso do escândalo do Ministério da Educação (MEC).

A ministra Carmén Lúcia que é a relatora do processo no STF, deve pedir que a Procuradoria Geral da República se manifeste sobre a situação. O caso foi devolvido da Justiça Federal para o Ministério Público Federal (MPF), após os indícios de que o presidente teria atuado para atrapalhar as investigações.

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O MPF aponta que há indícios de que o presidente alertou o ex-ministro Milton Ribeiro sobre uma possível busca e apreensão. Existe áudio de uma conversa entre Ribeiro e uma filha falando exatamente sobre o assunto.

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Bolsonaro tem foro privilegiado e o STF decide se o inquérito segue no tribunal ou se é devolvido para primeira instância.

CPI

As investigações sobre o escândalo do MEC também continuam no SenadoRandolfe Rodrigues (Rede-AP) protocolizou o requerimento pedindo instalação da Comissão. Início dos trabalhos ainda depende do aval do presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG), mas os senadores agora discutem quem serão os membros.

Fato é que governistas e oposição buscam compor maior número entre os integrantes da CPI. Dos senadores anunciados, cinco são declaradamente contra o governo (Marcelo Castro (MDB), Renan Calheiros (MDB), Alessandro Vieira (PSDB), Randolfe Rodrigues (Rede) e um do PT que pode ser Jean Paul Prates, Humberto Costa ou Fabiano Contarato).

Dois senadores são da base (Carlos Favaro (PSD) e Daniella Ribeiro (PSD). E um senador se considera independente, que é o goiano Jorge Kajuru (Podemos).

Restam ainda três vagas que cabem a partidos compostos, em sua maioria, por governistas que é o PP, União Brasil e o PL.

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