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Taxa do agro arrecada além do previsto e se transforma em pilar do governo Caiado

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A “taxa do agro”, implantada no início do ano através de mensagem enviada pelo governador Ronaldo Caiado e aprovada pelos deputados estaduais em meio a um tumulto (produtores rurais chegaram a invadir e depredar o plenário), superou a sua meta de arrecadação para este ano e deve fechar em mais de R$ 1 bilhão de reais.

Consequência da “traição” dos representantes do agronegócio em Goiás, ao abandonar a reeleição de Caiado para se aventurar com adversários bolsonaristas, liberando espaço político para o governador criar o tributo a partir do estremecimento das suas relações históricas com o agro, o novo imposto recebeu destinação exclusiva para ser aplicado em infraestrutura – a construção, recuperação e duplicação das rodovias que, para a economia do campo, são indispensáveis para o escoamento da safra e a movimentação do gado.

Foi uma jogada de mestre de Caiado, ao minar a oposição à taxa com a reserva da sua arrecadação para investimentos nas obras de maior interesse para os produtores, sob o manto do FUNDEINFRA. Para gerir esse fundo, o governador formou um conselho deliberativo com a participação de entidades como a FAEG e outros órgãos classistas, que sancionaram para indo o primeiro bilhão recolhido, encaminhado assim para 42 projetos de aperfeiçoamento da malha de estradas nas principais regiões do agronegócio em Goiás.

Em 2024, a taxa do agro deverá superar, em muito, a performance de 2023 e representar uma garantia para o lançamento e prosseguimento de um volume impressionante de gastos com o melhoramento das GOs. Isso porque o saldo deste ano não cobriu todos os 12 meses, em razão da entrada em vigor apenas no início do 2º trimestre. Será muito dinheiro, portanto. E mais obras para beneficiar o agro por conta… do próprio agro. Um sustentáculo e tanto para o governo Caiado.

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