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Uso de cannabis medicinal ganha força com projeto de lei em Goiânia

Data voltada ao incentivo e pesquisas com maconha complementa legislação sobre distribuição de medicamentos à base da planta

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O reconhecimento científico e maior aceitação do uso da cannabis terapêutica em Goiânia ganhou um reforço em Goiânia. É que em breve, o dia 27 de novembro  pode ser consagrado ao incentivo e pesquisa do aspecto terapêutico da droga derivada da maconha complementa legislação sobre distribuição de medicamentos à base de substâncias da planta.

A ideia veio complementar a distribuição de medicamentos prescritos à base de canabidiol (CBD) ou tetrahidrocanabinol (THC). O primeiro atua no sistema nervoso central e apresenta potencial terapêutico para o tratamento de doenças psiquiátricas ou neurodegenerativas, como esclerose múltipla, esquizofrenia, mal de Parkinson, epilepsia ou ansiedade. Já o segundo tem efeito anticonvulsivo, anti-inflamatório, antidepressivo, anti-hipertensivo e analgésico.

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As duas propostas de lei são do vereador Lucas Kitão (União Brasil) e aguardam a sanção do prefeito Rogério Cruz. Segundo ele, a inclusão da data no calendário municipal pode unir pacientes, familiares, associações, cientistas, médicos e todos os envolvidos na discussão para estabelecer metas, discutir políticas públicas. “É institucionalizar o que a gente já faz na Câmara com as audiências públicas e as reuniões que são feitas. A data vira um marco para quebrar os preconceitos que existem”, acredita.

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Kitão também defende a importância de um conjunto de ações associadas ao tema para dar visibilidade à cannabis terapêutica.

“Primeiro aprovamos o direito de o poder público fornecer estes medicamentos, popularizando o medicamento, o que trata e como pode trazer benefícios que muitas vezes ficam restritos a quem tem dinheiro e ainda temos um projeto de incentivo direto à pesquisa tramitando na Câmara Municipal. São questões que podem ajudar no debate”, afirma o vereador.

Cannabis medicinal nas prateleiras

As farmácias brasileiras têm autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para venda de 11 tipos de remédios à base de cannabis, embora nem todos já estejam disponíveis para o consumidor. Recentemente, pesquisadores de duas universidades no Oregon, nos Estados Unidos, descobriram que a canabbis pode impedir que o coronavírus penetre em células humanas.