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Vídeo: Inundação de Rio do Peixe pode secar mananciais, alerta secretário do Meio Ambiente de Pirenópolis

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Além de Lagolândia, distrito de Pirenópolis, a cheia do Rio do Peixe chegou também a uma área a cerca de 10 km dali. A água atingiu as regiões do Córrego Mata Mata e do Córrego Confisco, próximas ao Povoado de Capela. Dessa forma, a água chegou em propriedades rurais, destruiu uma ponte e trouxe um alerta ambiental. Os mananciais podem secar, já que grande parte das matas ciliares foi devastada.

O acesso à região ficou comprometido porque uma ponte rodou, pela força da água. Segundo o secretário de Meio Ambiente e Urbanismo de Pirenópolis, César Augusto Triers, a prefeitura abriu outro caminho. “Não dá para passar. Então fizemos um acesso que vai por dentro do manancial, até que as obras de reconstrução da ponte sejam realizadas”.

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Então, equipes da prefeitura de Pirenópolis e do Corpo de Bombeiros fazem a contagem do número de casas onde a água chegou e o cadastramento das famílias afetadas. Não há registro de pessoas desaparecidas, feridas ou vítimas fatais.

Confira o vídeo em que é possível ver restos do que era a ponte:

 

Risco ambiental

O Rio do Peixe e os córregos Confisco e Mata Mata são os três principais veio d’água da mesma região. A força da água provocada pela cheia destruiu quilômetros de matas ciliares.

Normalmente, na época da seca, o leito dos dois córregos diminui significativamente. Agora, com a vegetação que cerca as águas comprometida, há risco maior de os mananciais secarem neste período do ano.

Conforme explica o secretário, a inundação trouxe para o leito do rio grande quantidade de areia, lama e pedras. A falta de mata ciliar causa assoreamento natural. “Uma condição muito preocupante que é prejuízo para as famílias que tiveram durante toda a vida, de forma lindeira, nesses veios d’água”, afirma o secretário de Meio Ambiente e Urbanismo.

Questionado sobre a possibilidade de replantio de mudas na região, o secretário informou que a recuperação da área levaria décadas. “Pode ser iniciado um trabalho de replantio, mas demandaria uma era para recomposição da mata ciliar. São décadas. A gente não sabe se é humanamente possível fazer o replantio dessas matas. Seja por auto-recomposição ou por ação humana, vai demorar muito tempo. A preocupação é que, enquanto permanecer essa situação de total devastação,esses mananciais cheguem a secar”, afirma.

O vídeo abaixo mostra os prejuízos às matas ciliares destes cursos d’água:

 

Doações

A sede do Corpo de Bombeiros de Pirenópolis recebe doações. É possível doar roupas, água mineral, alimentos não perecíveis, colchões, roupas de cama e itens de higiene pessoal. O 17º Batalhão Bombeiro Militar fica na Travessa Sérgio Mota, sem número, Vila Matutina, Pirenópolis.