Comandantes de Donald Trump pediram às tropas americanas para se prepararem para o retorno de Jesus e fizeram profecias sobre o Armagedom. As denúncias indicam que os militares teriam associado a guerra com o Irã a profecias bíblicas.
Desde o início da guerra, o governo do presidente dos Estados Unidos tem sido acusado de transmitir mensagens religiosas às tropas americanas em meio ao conflito com o Irã. Relatos de soldados afirmaram ter ouvido interpretações bíblicas sobre o conflito durante orientações internas.
A organização civil Military Religious Freedom Foundation (MRFF) recebeu mais de 110 reclamações de militares em mais de 40 unidades e 30 instalações militares dos Estados Unidos. Segundo os relatos, um sargento afirmou que o comandante de sua unidade disse que Trump foi “ungido por Jesus” para iniciar eventos ligados ao Armagedom.
Segundo os depoimentos encaminhados à organização, os militares foram orientados a transmitir a interpretação religiosa às tropas, com base em passagens do Livro do Apocalipse relacionadas ao Armagedom e ao retorno de Jesus Cristo. Essas declarações destroem o moral e a coesão da unidade, violando juramentos de apoio à Constituição.
Um funcionário da Casa Branca negou que comandantes estejam utilizando argumentos religiosos para dar ordens. O governo mantém que os objetivos da guerra são estratégicos e militares, focando na destruição de mísseis iranianos e enfraquecimento da indústria de armamentos do país.
A presença de discursos religiosos não se limita ao campo de batalha, com secretário de Defesa, Pete Hegseth, realizando encontros de oração no Pentágono e participando de estudos bíblicos na Casa Branca. Outras lideranças religiosas próximas a Trump também associaram o conflito a interpretações proféticas.
A crise no Oriente Médio se intensificou após uma operação conjunta dos Estados Unidos e Israel resultar na morte do aiatolá Ali Khamenei, ampliando a instabilidade na região. Forças iranianas lançaram mísseis contra embaixadas e bases americanas, além de alvos em Israel e países árabes aliados dos EUA.
Inicialmente, Trump estimou que a guerra duraria entre quatro e cinco semanas, mas diante da escalada militar em curso, declarou que o conflito pode se estender por um período muito mais longo. A tensão internacional permanece alta após os eventos recentes no Oriente Médio.




