RIO DE JANEIRO (RJ) — A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga o assassinato do comerciante Leonel Braga da Silva, de 46 anos, ocorrido por volta das 17h30 desta terça-feira (2), em Belford Roxo. A família do proprietário de um lava jato na região de Nova Aurora alega que ele foi morto após se recusar a pagar uma taxa de R$ 100 exigida por milicianos para manter o funcionamento do negócio.
De acordo com relatos de parentes e vizinhos ouvidos pela polícia, Leonel era conhecido na comunidade como uma pessoa trabalhadora e bastante querida. A cobrança teria sido feita nos dias anteriores ao crime, quando criminosos também tentaram comprar o estabelecimento dele, oferta que foi recusada pelo comerciante. O caso chocou moradores de Belford Roxo, município da Rio de Janeiro na Baixada Fluminense, que manifestaram indignação nas redes sociais.
Investigação e perícia no local
Equipes da DHBF estiveram no endereço do crime na noite de terça-feira para realizar a perícia e coletar imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades. O material, segundo fontes oficiais, será fundamental para identificar os autores e esclarecer as circunstâncias exatas do homicídio. Até o momento, nenhum suspeito foi preso. A Polícia Civil informou, em nota, que as investigações seguem em sigilo para apurar tanto a autoria quanto a motivação do assassinato, mas os indícios iniciais apontam para a recusa ao pagamento da taxa ilegal.
Repercussão e homenagens dos moradores
Nas redes sociais, amigos e conhecidos lamentaram profundamente a morte de Leonel, destacando sua trajetória como empreendedor e o vínculo com o bairro de Nova Aurora. A comerciante Maria Aparecida, que mora na mesma rua, afirmou em postagem que “ele sempre ajudava a comunidade” e que o crime “deixa todos com medo”. A família informou que o velório e o sepultamento estão previstos para esta quarta-feira (4), mas os horários e o local da cerimônia ainda serão confirmados e divulgados.
Contexto de violência na região
O caso reforça a escalada da atuação de grupos criminosos na Baixada Fluminense, que impõem cobranças abusivas a comerciantes locais. A DHBF já trabalha com a hipótese de que milicianos estão por trás da exigência, e a investigação busca localizar os responsáveis e desmantelar o esquema de extorsão. A população de Belford Roxo aguarda respostas e cobra medidas de segurança mais efetivas por parte das autoridades.



