A Comissão de Ética Pública da Presidência da República rejeitou o recurso apresentado pelo ex-ministro da Educação do governo Bolsonaro, Milton Ribeiro, que foi punido por permitir que um grupo de pastores evangélicos interferisse na agenda e nas entregas do ministério da Educação, sem ter qualquer relação formal com a pasta.
Segundo o jornal, Milton Ribeiro permitiu que o referido grupo, apelidado de ‘gabinete paralelo’, tivesse influência nas decisões do MEC, o que resultou na sua punição. Mesmo com o recurso, a Comissão de Ética decidiu manter a punição ao ex-ministro, considerando que sua conduta foi inadequada e comprometeu a imparcialidade e a ética esperadas no exercício do cargo público.
A atuação de Milton Ribeiro no ministério da Educação foi alvo de diversas controvérsias, especialmente relacionadas à interferência de grupos externos não oficiais nas decisões da pasta. A decisão da Comissão de Ética reforça a importância de garantir a transparência e a independência das instituições governamentais, protegendo a integridade e a ética no serviço público.
Diante da recusa do recurso, o ex-ministro terá que arcar com as consequências da sua conduta, representando um alerta para outros gestores públicos sobre a necessidade de manterem-se fiéis aos princípios éticos e legais que regem a administração pública. A transparência e a responsabilidade no exercício do cargo são fundamentais para assegurar a confiança da população nas instituições governamentais.
A decisão da Comissão de Ética reflete o compromisso em zelar pela integridade e pela ética na atuação dos agentes públicos, resguardando os princípios democráticos e republicanos que regem o Estado de Direito. A manutenção da punição a Milton Ribeiro demonstra que atos contrários à ética e à legalidade não serão tolerados no âmbito governamental, preservando os valores fundamentais da sociedade brasileira.