A pesquisa Quaest divulgada recentemente revelou que o governo Lula não conseguiu aumentar sua aprovação entre os evangélicos, mesmo após medidas como o decreto reconhecendo a cultura gospel e a indicação de um integrante da Igreja Batista Cristã para o STF. Segundo a pesquisa, 64% dos evangélicos desaprovam o governo, contra 31% que o aprovam. Esses números mostram uma piora em relação a setembro, quando 61% desaprovavam e 35% aprovavam. A relação entre aprovação de governo e reeleição é debatida constantemente, reforçando a ideia de um ‘voto evangélico’. Especialistas destacam a diversidade desse grupo, evidenciando que a decisão de voto vai além da religião, envolvendo diversas questões. Um estudo analisou o perfil socioeconômico dos eleitores evangélicos que rejeitaram Bolsonaro em 2022, destacando a importância da renda nesse cenário. Evangélicos de baixa renda foram os que menos apoiaram Bolsonaro, enquanto os de renda mais alta foram os mais favoráveis. Isso mostra que a condição financeira desempenha um papel significativo na escolha eleitoral. Alguns eleitores decidem seu voto com base em políticas públicas, sendo influenciados por sua dependência delas. Portanto, candidatos são punidos ou recompensados de acordo com a situação dessas políticas. Em 2018, Bolsonaro utilizou o ressentimento de alguns grupos em relação às políticas direcionadas a minorias para conquistar votos, utilizando o discurso religioso como estratégia. Já em 2022, a desestruturação de políticas públicas afetou principalmente os eleitores de baixa renda, resultando em mudanças no cenário eleitoral. Mesmo que Lula não tenha obtido apoio majoritário dos evangélicos, ele reconquistou parte desse eleitorado, especialmente os de menor renda. Olhando para o futuro, em 2026, o governo busca atingir os eleitores de baixa renda com programas como a isenção do Imposto de Renda, visando conquistar também os evangélicos. O estudo destaca que apesar de se dizer que o eleitor evangélico é a base do bolsonarismo, nem todo o evangelismo se resume a apoiar Bolsonaro.




