Na madrugada do dia primeiro de janeiro de 2026, durante a festa da virada na Avenida Litorânea, em São Luís, um policial militar identificado como Patrick Rhayan Machado Assunção, de 35 anos, ficou ferido após um confronto armado com outro policial. A confusão resultou na morte do colega de farda Maykon da Silva, e Patrick foi autuado em flagrante pela Polícia Civil. A Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), por sua vez, investiga a conduta de Patrick, uma vez que ele estava escalado para trabalhar na noite do crime, mas não compareceu, alegando problemas de saúde por telefone.
Segundo informações da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), a Polícia Civil solicitou a conversão da prisão em flagrante de Patrick Rhayan para prisão preventiva. Ele permanece internado, sob custódia policial, e assim que receber alta médica será transferido para uma unidade prisional. Além disso, a corporação está apurando o fato de Patrick ter alegado uma suposta condição clínica para não comparecer ao serviço na noite do crime, orientando-o a protocolar um atestado médico, o que não foi feito.
As investigações apontam que o confronto entre os dois policiais ocorreu por volta das 3h30, na saída de um show na Litorânea, resultando na morte de Maykon da Silva e em ferimentos leves em dois homens de 36 e 39 anos que estavam no local. As armas de fogo utilizadas na troca de tiros foram recolhidas e serão periciadas, sendo uma delas de uso particular e outra pertencente à corporação. A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o homicídio e a tentativa de homicídio, enquanto a Polícia Militar abriu um procedimento para esclarecer as circunstâncias e a motivação do ocorrido no âmbito administrativo.
Por meio de nota, a Polícia Militar do Maranhão lamentou a morte de Maykon da Silva, destacando sua dedicação e profissionalismo durante os anos de serviço na corporação. A polícia ressaltou a importância de esclarecer os acontecimentos que levaram à tragédia, tanto no aspecto criminal quanto administrativo. A atitude violenta entre colegas de farda é motivo de preocupação e requer uma investigação rigorosa para garantir a segurança e a integridade no ambiente policial. A PMMA está comprometida em tomar as medidas necessárias para evitar que situações como essa se repitam no futuro.




