O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) protagonizou uma agressão contra o deputado Luiz Lima (Novo-RJ) em meio a uma sessão da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A confusão teve início após a aprovação da quebra do sigilo fiscal e bancário de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do ex-presidente Lula. Correia admitiu ter atingido Lima durante o tumulto. A votação dos requerimentos em bloco, estratégia defendida pelos governistas, resultou em uma disputa acalorada que culminou em empurra-empurra e na suspensão da sessão. Ao abrir para votação simbólica, a base governista saiu derrotada, desencadeando a confusão entre os parlamentares presentes. A estratégia visava contar com o apoio do Centrão para barrar pedidos de investigação envolvendo instituições bancárias. Momentos depois, Luiz Lima acusou Rogério Correia de tê-lo agredido com um soco no rosto, alegando ter a situação registrada em vídeo. O Partido Novo repudiou veementemente a agressão, classificando-a como covarde e declarando apoio a Lima. A legenda promete acionar o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados para as devidas providências. Em meio aos protestos, Correia admitiu ter atingido Lima e pediu desculpas, alegando ter reagido a empurrões que teria recebido. A atitude foi registrada em vídeos e gerou repercussão no cenário político nacional. Durante a sessão, o presidente da CPMI, Carlos Viana, explicou que a rejeição dos requerimentos se deu por conta dos votos contrários apresentados, o que contrariou as expectativas da base governista. O parlamentar afirmou que o jogo virou e que seguirá o regimento interno na continuidade dos trabalhos. Para os membros da oposição, como o deputado Paulo Pimenta, a situação configurou um atentado à democracia e uma ação ilegal, provocando debates acalorados no plenário.




