Acesso ao bolsão de aplicativo gera nó no trânsito do entorno do Aeroporto de Congonhas
Motoristas, taxistas e passageiros que usam o Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, têm reclamado do trânsito que passou a ser constante há cerca de um ano e meio em frente ao bolsão de carros de aplicativo inaugurado pela concessionária Aena em junho de 2024.
Segundo o grupo, a falta de controle sobre a entrada e a saída de motoristas de aplicativo no bolsão tem gerado congestionamentos no entorno de Congonhas, prejudicando os usuários do terminal.
Reações iniciais
“O problema acontece principalmente fora dos horários de pico. Porque, sem corridas uma atrás da outra, os motoristas de aplicativo entopem o bolsão e formam uma fila enorme na entrada do terminal que prejudica todos os passageiros e usuários do terminal”, disse o taxista Flávio dos Santos Souza, que há 20 anos trabalha em Congonhas.
O bolsão tem capacidade para apenas 145 veículos e, segundo taxistas do local, a disputa pelo espaço não conta com controle de entrada, saída e lotação por parte da concessionária, da CET ou da própria Aena.
Essa situação, segundo os taxistas, leva à confusão no tráfego ao redor do aeroporto e atrasa a chegada de passageiros e tripulações ao terminal.
O que dizem as partes
Por meio de nota, a concessionária Aena informou que pretende fazer mudanças no local nos próximos dias, mas não deu um prazo.
“A Aena informa que, nos próximos dias, irá implementar mudanças no acesso ao bolsão de espera dos carros de aplicativos no Aeroporto de Congonhas, que passará a ser feito próximo à entrada do edifício-garagem”, afirmou.
“Além disso, haverá a ampliação das vagas disponíveis, das atuais 140 para 250. O acesso ao bolsão só é permitido aos motoristas que comprovam que estão na fila virtual para um chamado. As mudanças têm como objetivo melhorar o fluxo de veículos nas entradas do bolsão e desafogar o trânsito local”, declarou.




