Conheça as oportunidades de mercado para o desenvolvimento de aplicações mobile

Número de usuários de internet via mobile superou os desktops no mundo todo

Segundo dados da Anatel, o Brasil possui mais de 240 milhões de celulares em funcionamento atualmente, o que significa uma densidade de 112 aparelhos para cada 100 habitantes – ou seja, mais dispositivos do que pessoas. Além disso, um estudo global conduzido pelo portal SimilarWeb concluiu que, desde 2019, o número de usuários de internet via mobile superou os desktops no mundo todo.

Esses são apenas alguns números que demonstram a importância cada vez maior dos dispositivos móveis no planeta, o que traz ainda mais relevância para um nicho específico da indústria de tecnologia: o desenvolvimento de aplicativos.

Apesar da enorme relevância do setor em todo mundo, no Brasil, ainda existe um enorme gap a ser preenchido no que diz respeito à mão-de-obra especializada. De acordo com dados da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (BRASSCOM), há uma demanda de mercado de 70 mil profissionais capacitados para o desenvolvimento mobile por ano, enquanto o número de formados na área gira em torno de 46 mil.

Em outras palavras, a necessidade do mercado em contar com desenvolvedores especializados em Android e iOS gera diversas oportunidades de mercado, seja no desenvolvimento de aplicações para operações financeiras, serviços em geral ou até mesmo na indústria do entretenimento mobile.

Fintechs

Uma das tendências do mercado é o surgimento de startups que utilizam as inovações tecnológicas para facilitar operações financeiras: são as chamadas fintechs. Desde instituições bancárias que oferecem contas digitais, como Nubank e Inter, até facilitadoras de pagamento, como PicPay, praticamente todas as empresas do setor oferecem aplicativos para otimizar a experiência do usuário final, o que faz deste um dos setores de maior demanda para os desenvolvedores atualmente.

E-commerce

Toda estratégia de marketing de empresas do setor do comércio passa pelos dispositivos móveis. Isso porque mais de 80% dos brasileiros compram pelo celular – número que cresceu ainda mais desde o ano passado.

As grandes empresas perceberam essa tendência e apostam cada vez mais no desenvolvimento mobile, inclusive com ofertas específicas para os apps, como Magazine Luiza, Casas Bahia, Submarino e Mercado Livre, que contam com plataformas marketplace para lojistas. No entanto, as pequenas empresas do setor também investem em aplicativos próprios – o que traz mais autonomia e gera ainda mais demanda de profissionais especializados.

Delivery de alimentos

O mesmo cenário se observa no mercado de entrega de comida. Embora aplicativos como Ifood, UberEats e Rappi ainda dominem o setor, alguns restaurantes também apostam em aplicativos próprios para entregas para potencializar os lucros, uma vez que essa estratégia elimina a necessidade de um intermediário para realização do pedido e entrega.

Jogos

A indústria de games é mais um exemplo de como os celulares vêm ganhando cada vez mais peso em relação a outros dispositivos. Segundo a 8ª Pesquisa Game Brasil (PGB), mais de 40% dos brasileiros preferem jogar no celular, número que supera os adeptos de PC e consoles.

Com o crescimento cada vez maior do número de usuários mobile – aliado ao peso cada vez maior dos games na indústria do entretenimento – as possibilidades para profissionais da área são infinitas, desde a programação de jogos exclusivamente voltados para os dispositivos móveis até a versão para dispositivos móveis de um cassino online, por exemplo. Empresas como Garena (desenvolvedora do Freefire) e Riot (de League of Legends: Wild Rift) estão presentes no Brasil e contam com oportunidades para desenvolvedores mobile.

Cursos online

Entre os produtos digitais, os cursos online estão entre os líderes em consumidores – e a portabilidade para tablets e celulares é um diferencial, sobretudo no contexto atual de pandemia. Hoje, o desenvolvimento mobile é prioridade para instituições tradicionais de ensino, como Puc, Mackenzie e ESPM, além de empresas exclusivamente voltadas para cursos online, como Udemy, EduK e Coursera, que há tempos investem na portabilidade de suas plataformas para todos os tamanhos de tela por meio dos aplicativos.

O que o mercado exige?

Foto: Divulgação/Pexels

Com o rápido avanço da tecnologia, a exigência do mercado de desenvolvimento mobile é cada vez maior. Por essa razão, além das formações tradicionais como Ciência da Computação, Análise de Sistemas e Engenharia da Computação, existem cursos específicos para o desenvolvimento mobile.

Entre as principais habilidades, além da lógica de programação, estão conhecimentos em banco de dados, HTML, CSS, User Experience (UX), Interface do Usuário (UI), design, Linguagem de Modelagem Unificada (UML), Quality Assurance e Ambientes Integrados de Desenvolvimento (IDE).

No que diz respeito às linguagens de programação, as mais usuais no mercado atual são Java, Python, C#, C++, Ruby e PHP – nada muito diferente do desenvolvimento para PC e web. No entanto, há algumas linguagens específicas para cada sistema operacional, como o Kotlin, utilizado em aplicações Android, e Swift, voltado para desenvolvedores do sistema Apple (iOS).

Como contrapartida, o mercado oferece uma média salarial em torno de R$ 4 mil a R$ 6 mil, mas essas remunerações podem aumentar de acordo a especialidade dos profissionais. Para se ter uma ideia, um programado Kotlin, por exemplo, tem salário na média de R$ 9,5 mil por mês, segundo levantamento do portal Geekhunter.