Conselho da Europa suspende imunidade de ex-secretário-geral em investigação ligada a Epstein: Noruega abre apuração de corrupção

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Conselho da Europa suspende imunidade de ex-secretário-geral citado em investigação ligada a Epstein

DECISÃO ABRE CAMINHO PARA APURAÇÃO NA NORUEGA SOBRE SUSPEITA DE CORRUPÇÃO ENVOLVENDO THORBJORN JAGLAND

Em 11 de fevereiro de 2026, o Conselho da Europa, com seus 46 países membros, decidiu suspender a imunidade diplomática do ex-secretário-geral da instituição, o norueguês Thorbjorn Jagland, que está sendo investigado em relação ao criminoso sexual Jeffrey Epstein. Essa decisão possibilita que a polícia da Noruega prossiga com as investigações sobre as suspeitas de corrupção agravada envolvendo Jagland, conforme reportado pela RFI.

Thorbjorn Jagland ocupou o cargo máximo do Conselho da Europa de 2009 a 2019 e ainda mantinha imunidade mesmo após o término de seu mandato para ações realizadas durante sua gestão. De acordo com as investigações, Jagland esteve em contato com Epstein ao longo da década de 2010, período em que estava à frente do comitê para a concessão do Prêmio Nobel da Paz.

O atual secretário-geral do Conselho da Europa, Alain Berset, destacou que a suspensão da imunidade permitirá que as autoridades norueguesas conduzam suas investigações e que Jagland tenha a oportunidade de se defender, caso seja acusado. A defesa de Jagland afirmou que ele colaborará com a investigação e leva o caso a sério, porém ressalta que não houve nenhuma conduta criminosa em suas ações.

Documentos revelados pelo jornal norueguês Verdens Gang indicam que Jagland teria buscado garantias de Epstein para a compra de um apartamento, porém não há informações sobre o desfecho desse pedido. Além disso, registros apontam que Jagland se hospedou em propriedades de Epstein em Nova York, em 2018, e em Paris, em 2015 e 2018. Ele e sua família também planejaram uma viagem para a ilha de Epstein em 2014, mas o deslocamento foi cancelado.

Jagland já havia mencionado que seu envolvimento com Epstein era parte normal de suas atividades diplomáticas. Recentemente, ele admitiu ao jornal Aftenposten que cometeu um erro de julgamento ao manter essa relação. A suspensão de sua imunidade abre espaço para que a investigação prossiga e esclareça todas as questões envolvendo o ex-secretário-geral do Conselho da Europa.

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