Conselho da Paz supervisionará transição em Gaza após ofensiva de Israel: polêmicas e desafios em meio à crise humanitária

conselho-da-paz-supervisionara-transicao-em-gaza-apos-ofensiva-de-israel3A-polemicas-e-desafios-em-meio-a-crise-humanitaria

Os Estados Unidos nomearam Marco Rubio, Tony Blair e Jared Kushner para integrarem o governo de transição em Gaza. A ofensiva de Israel contra o povo palestino desde o fim de 2023 contou com o apoio dos EUA e resultou na morte de dezenas de milhares de pessoas.

A Casa Branca anunciou os nomes do chamado “Conselho da Paz” para supervisionar a governança temporária de Gaza, apesar do cessar-fogo frágil em vigor desde outubro. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e outros membros do conselho estão encarregados de administrar Gaza durante o período de transição.

O plano proposto por Donald Trump envolve um órgão tecnocrático palestino supervisionado por um conselho internacional, supostamente liderado pelo presidente Trump. Especialistas e defensores dos direitos humanos expressaram preocupações sobre a estrutura colonial do conselho e a participação de Tony Blair devido ao seu papel na guerra do Iraque.

Israel e o Hamas concordaram com o plano de transição em outubro, que inclui a Força Internacional de Estabilização liderada pelo major-general Jasper Jeffers. A resolução do Conselho de Segurança da ONU autorizou a presença do “Conselho da Paz” e da força internacional para estabilizar a situação em Gaza.

Desde o início do cessar-fogo em outubro, mais de 440 palestinos, incluindo mais de 100 crianças, e três soldados israelenses foram mortos. Isso levou a acusações mútuas de violações do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas. Em meio a essa situação, a população de Gaza enfrenta uma grave crise humanitária.

A ofensiva de Israel contra Gaza desde 2023 resultou em mortes, fome e deslocamento em massa na região. Especialistas em direitos humanos e a ONU apontam a gravidade da situação e alegam genocídio. Enquanto Israel defende suas ações como legítima defesa após ataques liderados pelo Hamas no passado.

O papel do “Conselho da Paz” e dos membros nomeados pelos EUA permanece controverso, com críticas à natureza colonialista do plano e à participação de figuras como Tony Blair. Enquanto isso, a situação em Gaza continua agravando a crise humanitária e política na região do Oriente Médio.

Box de Notícias Centralizado

🔔 Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram e no WhatsApp