Depois de um leilão bem-sucedido sem concorrência, o Consórcio de SP foi escolhido para assumir a operação da Supervia. O contrato inicial será de 5 anos e prevê a remuneração por quilômetro rodado. No entanto, a Supervia enfrenta desafios crescentes, como o aumento de roubos e furtos em trens e estações.
O leilão que definiu o novo operador do sistema ferroviário da Supervia foi realizado no dia 10, com apenas um concorrente. O Consórcio Nova Via Mobilidade, responsável pela operação de trens em São Paulo, venceu a licitação com uma proposta que oferecia um desconto sobre a tarifa de remuneração do contrato.
Estima-se que o valor do contrato seja de R$ 660 milhões. A assinatura do acordo está prevista para ainda este mês. Além disso, o modelo de remuneração do operador será feito por quilômetro rodado, em vez da quantidade de passageiros transportados, visando proporcionar maior previsibilidade ao controle das tarifas e reduzir pedidos de reequilíbrio contratual.
Para facilitar a transição, foi criada a Unidade Produtiva Isolada Ferroviária, garantindo ao novo operador assumir a gestão do sistema sem herdar as dívidas da Supervia. O governo estadual também investiu R$ 160 milhões no sistema ferroviário para melhorias e segurança durante o processo de transição.
A malha ferroviária do estado possui 270 quilômetros de extensão, atendendo 12 municípios da Região Metropolitana e aproximadamente 300 mil passageiros diariamente. No entanto, a superlotação e problemas de manutenção, como banheiros em más condições e escadas rolantes quebradas, são queixas frequentes dos usuários.
Desde 1998, a Supervia opera o sistema ferroviário do Rio de Janeiro, enfrentando problemas financeiros e operacionais ao longo dos anos. Com o contrato prorrogado até março de 2026, o novo operador definido pelo leilão judicial deverá assumir integralmente o sistema ferroviário, com mudanças no modelo de remuneração e investimentos em melhorias para proporcionar um transporte mais seguro e eficiente aos passageiros.




