Um contador com o registro profissional cassado desde 2023 está sob suspeita de causar um prejuízo de R$ 80 milhões com 175 empresas de fachada. A investigação revelou que o esquema envolvia sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial, utilizando a emissão de “notas frias” e o emprego de “laranjas”. Essa prática levou a polícia a realizar uma operação conjunta com o Ministério Público e a Receita Estadual para desmantelar a organização criminosa por trás dessas atividades ilícitas.
Durante a operação, que resultou na prisão preventiva do suspeito na cidade de Sapiranga, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foram cumpridas 261 ordens judiciais no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. As ações abrangeram diversas cidades, como Porto Alegre, Canoas, Dois Irmãos, Igrejinha, Araricá, Tramandaí, Capão da Canoa, Campo Bom, Gravataí, Guaporé e Florianópolis (SC). Além disso, veículos foram apreendidos, imóveis foram sequestrados e ativos financeiros foram bloqueados, sendo que onze pessoas foram obrigadas a usar tornozeleiras eletrônicas.
A investigação descobriu que o contador investigado estava envolvido em fraudes processuais, estelionato, falsidade ideológica e falsificação de documentos. As empresas utilizavam “notas frias” e créditos fictícios para reduzir débitos de ICMS, enquanto o suspeito transferia empresas endividadas para terceiros, a fim de evitar obrigações trabalhistas e fiscais. Além disso, ele atuava como operador financeiro de organizações criminosas, promovendo a lavagem de dinheiro por meio de operações simuladas e circulação artificial de valores entre as empresas.
Segundo a polícia, o contador teria obtido ganhos pessoais de aproximadamente R$ 6 milhões, adquirindo veículos e imóveis de luxo incompatíveis com a sua renda declarada. O Ministério Público reforça a suspeita de enriquecimento ilícito ao identificar a ocultação de bens em nome de terceiros. A operação conjunta entre Polícia Civil, MP e Receita Estadual resultou na apreensão de veículos de luxo e no desbaratamento do esquema fraudulento que movimentava milhões por meio de empresas de fachada.
Diante de tamanha complexidade e sofisticação do esquema, a ação das autoridades reforça o combate à corrupção, à sonegação fiscal e à lavagem de dinheiro. A prisão do contador com o registro cassado demonstra a eficácia da investigação e a capacidade do Estado em punir aqueles que causam prejuízos milionários à sociedade. Essa cooperação entre instituições é fundamental para evitar que criminosos continuem operando e lesando o erário público. O desmantelamento desse grupo criminoso é um passo importante na luta contra a corrupção e na busca pela justiça e integridade.




