Contrato polêmico entre Prefeitura de Manaus e Hapvida gera questionamentos e aumenta para R$ 119 milhões

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O contrato da Prefeitura de Manaus com a Hapvida, operadora responsável pela cobertura dos planos de saúde dos servidores, tem sido alvo de polêmica devido ao aumento significativo no valor estabelecido. Após uma manobra no pregão eletrônico e um aditivo, o preço subiu de R$ 45 milhões para R$ 119 milhões em 2026, mais que o dobro do inicialmente oferecido.

Documentos obtidos pela Rede Amazônica revelam que a proposta inicial da Hapvida foi de R$ 108 milhões, mas durante a disputa, reduziu para R$ 45 milhões para garantir a vitória. No entanto, uma concorrente ofertou R$ 48 milhões, o que levou a Hapvida a reduzir ainda mais o valor para assegurar o contrato.

Após uma decisão favorável do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, o contrato voltou ao valor originalmente proposto de R$ 108 milhões. Além disso, houve uma prorrogação do contrato por mais 12 meses e um aditivo de 10%, elevando o valor total para R$ 119 milhões.

Com o aumento no valor do contrato, recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica passaram a ser envolvidos. Uma investigação do Ministério Público do Amazonas identificou a transferência de R$ 41,8 milhões do Fundo de Plano de Saúde dos Servidores Municipais para custear o contrato com a Hapvida.

Usuários relatam dificuldades no atendimento prestado pela operadora, com impactos diretos na qualidade dos serviços. Além disso, representantes de servidores municipais demonstram insatisfação com a centralização do atendimento pela Hapvida, que resultou em longas filas de espera e dificuldade no acesso a consultas, exames e tratamentos.

A oposição, representada pelo vereador Rodrigo Guedes, critica a deterioração dos serviços oferecidos aos servidores e dependentes após a contratação da Hapvida. Foram registradas diversas reclamações junto ao Procon-AM, demonstrando a insatisfação dos usuários com a situação.

Em resposta, a Hapvida afirmou que a licitação que originou o contrato foi realizada de forma regular e que o reajuste no valor se deu de acordo com o mecanismo de atualização previsto no contrato. A empresa enfatizou a legitimidade da vitória no certame e a conformidade com a legislação vigente. A situação continua sob análise por órgãos competentes em meio a um cenário de descontentamento por parte dos usuários e autoridades envolvidas.

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