Pyongyang denuncia invasão aérea da Coreia do Sul e afirma ter neutralizado
drone
Comunicado oficial acusa Seul de grave violação da soberania
A Coreia do Norte acusou a Coreia do Sul de violar seu espaço aéreo com o
envio de um drone equipado com dispositivos de vigilância. A denúncia foi
divulgada nesta sexta-feira (9) pela agência estatal norte-coreana KCNA, com
base em uma declaração oficial do porta-voz do Estado-Maior do Exército Popular
da Coreia.
Segundo o comunicado do militar, um drone sul-coreano teria penetrado no espaço
aéreo da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) no início do ano,
configurando, segundo Pyongyang, uma “grave violação da soberania”.
De acordo com a declaração, no sábado (4), subunidades do Exército Popular da
Coreia responsáveis pela vigilância aérea de fronteira detectaram e acompanharam
um alvo aéreo que se deslocava em direção ao norte, a partir da região de
Hado-ri, em Songhae-myon, no condado de Kanghwa, pertencente à cidade de
Incheon, na Coreia do Sul.
As forças norte-coreanas afirmam que permitiram, de forma tática, que o drone
avançasse cerca de oito quilômetros dentro do espaço aéreo da RPDC antes de
neutralizá-lo por meio de equipamentos especiais de guerra eletrônica. O
aparelho teria caído a cerca de 1.200 metros da elevação 101,5, na localidade de
Muksan-ri, no distrito de Kaephung, município de Kaesong.
Ainda segundo o comunicado, o drone abatido estava equipado com dispositivos de
vigilância. Órgãos de inteligência e de investigação especializada recolheram os
destroços para analisar o plano de voo, o histórico de deslocamento e as imagens
registradas durante a operação.
A análise, conforme relatado pela KCNA, indicou que o drone decolou por volta
das 12h50 de sábado (4) a partir do condado de Kanghwa, na cidade de Incheon, na
Coreia do Sul. O plano de voo previa o registro, por meio de câmeras, de
“principais alvos” da RPDC ao longo de um percurso total de 156 quilômetros, a
uma altitude entre 100 e 300 metros e à velocidade de aproximadamente 50
quilômetros por hora, durante três horas e dez minutos.
Na declaração, o porta-voz do Estado-Maior do Exército Popular da Coreia afirma
que o episódio representa mais um ato provocativo da Coreia do Sul e adverte que
Seul “deve estar pronta para pagar um alto preço” por ações que atentem contra a
soberania norte-coreana.




