Coreia do Sul e Ucrânia discutem como lidar com prisioneiros norte-coreanos
Envio de tropas para Kursk é o primeiro grande envolvimento de Pyongyang em uma guerra desde a década de 1950
O Ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Cho Tae-yul, buscou a cooperação de Kiev no tratamento de prisioneiros de guerra norte-coreanos durante uma ligação telefônica nesta segunda-feira (17) com seu colega ucraniano Andrii Sybiha, segundo o Ministério das Relações Exteriores de Seul.
A Coreia do Norte enviou milhares de tropas para apoiar as forças russas que lutam na Ucrânia, mostram avaliações ucranianas, norte-americanas e sul-coreanas, para o primeiro grande envolvimento de Pyongyang em uma guerra desde a década de 1950.
Cho reafirmou os esforços de Seul para apoiar o povo ucraniano e comunicou que aceitaria todos os soldados norte-coreanos capturados pela Ucrânia se eles desejassem ir para a Coreia do Sul, relatou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado.
Kiev comunicou que mais de 3 mil soldados norte-coreanos foram mortos ou feridos na Rússia no início de janeiro de 2025.
Este ano, o Estado-Maior Conjunto (JCS) de Seul anunciou que suspeitava que Pyongyang estava se preparando para enviar mais tropas à Rússia para lutar contra as forças ucranianas, apesar de sofrer perdas e da captura de alguns de seus soldados.
Em janeiro, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky falou que Kiev capturou dois soldados norte-coreanos na região russa de Kursk, na primeira revelação de seu país sobre tais prisioneiros capturados vivos desde sua entrada na guerra no outono passado.