Corpo de aluno de remo do Sport é encontrado no segundo dia de buscas em rio no Recife; VÍDEO
Pescador achou Edvane Cesar do Carmo em mangue na margem do Rio Capibaribe, no bairro da Madalena, na manhã desta terça (3). Vítima deixou esposa e dois filhos.
O corpo do servidor público Edvane Cesar do Carmo, que se afogou após cair do caiaque que remava no Rio Capibaribe, foi encontrado às 9h30 desta terça-feira (3), no segundo dia de buscas. Ele estava desaparecido desde a manhã da segunda-feira (2), quando participou, sem colete salva-vidas, de uma aula de treinamento de remo do Sport Club do Recife.
Após mais de 24 horas de buscas, feitas pela família, por pescadores e por bombeiros com barcos, caiaques, drone com câmera termal e helicóptero, o corpo de Edvane foi encontrado em uma área de mangue, no bairro da Madalena, na margem do rio que fica na Avenida Beira-Rio. O corpo foi achado por um pescador que estava ajudando nas buscas com um barco particular.
“Nossas equipes se deslocaram para o local para fazer a confirmação. A gente sabe que toda pessoa que morre por afogamento tem uma posição, porque ela tenta voltar à superfície, e ele [Edvane] foi encontrado nessa posição”, afirmou o tenente Leonard Ramos, do Corpo de Bombeiros.
O acidente aconteceu entre as pontes da Torre e da Capunga, na Zona Norte da cidade, na área que fica perto do Parque das Graças. Edvane estava remando debaixo da ponte quando ele caiu na água e sumiu após o caiaque virar.
A vítima chegou a emergir e ser vista mais duas vezes na água, em outro ponto do curso do rio, até afundar de vez em seguida. O caiaque também afundou no acidente, que aconteceu por volta das 5h40 da segunda-feira, e não foi localizado até a última atualização desta reportagem.
O cunhado de Edvane, Ginaldo Trajano, chamou atenção para a ausência de cuidados de segurança na aula, pois o parente estava sem colete salva-vidas e remava sozinho no caiaque quando o acidente aconteceu.
Com o resgate do corpo, a família afirmou que irá registrar um boletim de ocorrência para que a Polícia Civil investigue o caso.
Edvane tinha 51 anos e era servidor público da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, onde trabalhava em um cargo comissionado na Secretaria Executiva de Segurança Cidadã. Ele deixou a esposa, Rebeka Rodrigues, e dois filhos.
A esposa de Edvane soube do desaparecimento por um amigo da vítima, que também participava do treinamento, mas que faltou à aula na segunda-feira. Rebeka Rodrigues também contou que o marido praticava o esporte havia dois meses, não sabia nadar e saiu no caiaque sem instrutor e sem colete salva-vidas; a escola de remo do Sport tinha ciência de que ele não sabia nadar; a aula aconteceu normalmente apesar das chuvas ocorridas no domingo (1º); Edvane saiu de casa por volta das 4h30 com destino ao clube, no bairro da Ilha do Retiro, na Zona Oeste do Recife.
Por meio de nota, o Sport Club do Recife decretou luto oficial de três dias, disse que vem prestando apoio à família e afirmou que a diretoria do clube recebeu os parentes da vítima, prestando o devido acolhimento, e acompanhou integralmente todas as etapas das buscas desde o primeiro momento.
Afirmou, também, que o remo é uma das modalidades históricas do clube, presente desde sua fundação, em 1905, mantendo-se em funcionamento através de parcerias e do esforço de atletas e ex-atletas históricos, somando mais de um século de tradição na prática esportiva.
“Neste momento de profunda tristeza, o Sport Club do Recife reafirma sua solidariedade à família e aos amigos de Edvane Cesar do Carmo, desejando força para enfrentar essa irreparável perda, e permanece à disposição para prestar todo o apoio necessário aos familiares e colaborar com os órgãos competentes”, diz a nota.
O de [https://g1.globo.com/pe/pernambuco/] questionou o Sport sobre a ausência de colete salva-vidas e instrutor durante a aula, mas as informações solicitadas não foram enviadas até a última atualização desta reportagem.
De acordo com a Capitania dos Portos, “o uso de colete salva-vidas na prática do remo em atividades esportivas é considerado material de salvatagem recomendado, conforme previsto nas Normas da Autoridade Marítima para Atividades de Esporte e Recreio (Normam-211/DPC), com base na Lei nº 9.537/1997 (Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário – Lesta)”.




