SÃO PAULO (SP) — O corpo de uma mulher encontrado em uma área de mata em Angra dos Reis pode ser o da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, desaparecida desde 30 de junho em Ubatuba. A suspeita é da própria polícia, que aguarda exames do IML para confirmação oficial.
A descoberta ocorreu na tarde desta sexta-feira (17), durante buscas que já duravam semanas. O cadáver estava em uma região de difícil acesso na localidade de Serra d’Água, o que exigiu o apoio do Corpo de Bombeiros para a remoção.
A investigação, conduzida por equipes de SÃO PAULO e do Grupo de Pronta Resposta do 3º BAEP, já havia localizado vestígios de sangue na caminhonete da patroa, que está presa temporariamente.
Mata fechada e técnica de rapel para resgate do corpo
Segundo o delegado André Luiz Matera Costilhas, a vítima estava presa a uma árvore em uma área íngreme. As condições do terreno obrigaram os policiais a acionar os bombeiros, que utilizaram técnicas de rapel para retirar o corpo.
O trabalho durou horas até que o cadáver pudesse ser levado ao Instituto Médico Legal (IML). A confirmação oficial da identidade depende dos exames periciais.
Vestígios de sangue na caminhonete reforçam suspeitas
Antes da localização do corpo, a polícia já havia encontrado sangue na caminhonete de Eliane Alves dos Santos, de 46 anos, patroa de Berenice. Cães farejadores apontaram a presença de vestígios, e o uso de luminol confirmou a maior concentração no banco do carona.
Ao usar esse reagente químico, os peritos detectaram sangue invisível a olho nu, com brilho azul fluorescente. A patroa está presa desde sexta-feira (10) sob suspeita de homicídio.
A defesa da suspeita afirmou à imprensa que só irá se manifestar após ter acesso ao processo.
Áudio do filho expõe angústia e cobrança por respostas
Durante as buscas, o filho de Berenice, José Carlos de Faria, gravou um áudio emocionante cobrando explicações da patroa. No diálogo, revelado aos veículos de comunicação, ele pergunta: “O que aconteceu? Porque minha mãe sumiu.”
A mulher respondeu que Berenice havia saído para trabalhar e que não sabia do destino. O filho desabafou: “Até agora a gente não tem sinal dela. Desde terça-feira.”
A polícia investiga contradições no depoimento da patroa. Ela inicialmente disse que deixou a cozinheira em um ponto de ônibus, mas imagens de câmeras mostram o carro seguindo para Paraty (RJ). O caso, que comoveu a região, pode ter seu desfecho com a identificação do corpo.





