Caso Dagmar: corpo de idosa desaparecida há um mês é achado em poço após mais de 25 metros de escavações no interior de SP
Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, estava desaparecida desde 19 de dezembro e foi encontrada morta em um poço desativado no sítio onde morava, em Bauru (SP). Casal de caseiros está preso suspeito de envolvimento no crime.
Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, foi encontrada morta em um poço desativado no sítio onde morava, em Bauru (SP) — Foto: Andressa Lara/TV TEM
A Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros e a Prefeitura de Bauru (SP) encontraram, na tarde desta quarta-feira (21), o corpo de Dagmar Grimm Streger, de 76 anos. Ela estava desaparecida desde o dia 19 de dezembro do ano passado.
Segundo apuração da TV TEM, por volta das 14h50 desta quarta-feira, as equipes localizaram os restos mortais de Dagmar em um poço desativado no sítio onde ela morava, na região do Rio Verde, em Bauru.
Desde o início das escavações no local, em 30 de dezembro, cerca de 27 metros de areia foram retirados até que o corpo fosse encontrado.
Cerca de 27 metros foram escavados em sítio para encontrar corpo de idosa — Foto: Andressa Lara/TV TEM
O poço passou a ser considerado um possível local onde o corpo estaria após o casal de caseiros Paulo Henrique Vieira, de 55 anos, e Daniela dos Santos Vieira, de 40, confessou informalmente ter agredido Dagmar com uma paulada na cabeça e jogado o corpo no poço.
De acordo com as investigações, a dupla trabalhava e morava na mesma propriedade de Dagmar, e a relação envolvia repasses frequentes de bens e dinheiro, agora analisados como parte do contexto do desaparecimento.
“Durante a investigação, a gente descobriu que a dona Dagmar havia doado um terreno para eles, posteriormente recomprou esse terreno e deu um veículo para ele. São as informações que temos até o momento”, afirmou o delegado Luciano Faleiro Rezende em entrevista à TV TEM. (Veja abaixo).
O casal foi detido no dia 24 de dezembro, suspeito de envolvimento no crime. A Polícia Civil investiga uma motivação financeira, além de um possível envolvimento do filho do casal no crime. Com a localização do corpo, o caso passará a ser investigado como homicídio.
Além da profundidade do poço, outra dificuldade da operação foi a retirada de vários sacos de adubo que, segundo a investigação, foram jogados sobre o corpo para tentar mascarar o odor da decomposição.
Mais de 20 metros já foram escavados em busca de Dagmar, em Bauru — Foto: Andressa Lara/TV TEM
Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, era proprietária de um sítio em Bauru e foi vista pela última vez no dia 19 de dezembro, mas o desaparecimento passou a ser investigado oficialmente no dia 22 de dezembro, após o registro de um boletim de ocorrência.
O poço passou a ser apontado como possível local onde o corpo poderia estar depois que um casal de caseiros, que morava na propriedade, confessou informalmente ter matado Dagmar e, sem saber o que fazer, jogado o corpo no poço.
Paulo Henrique Vieira e Daniela dos Santos Vieira foram detidos no dia 24 de dezembro, em Salto do Itararé (PR), enquanto tentavam trocar de veículo. Segundo a polícia, eles fugiram com o carro da vítima após o desaparecimento. O veículo foi localizado em Tatuí (SP), onde teria sido trocado por uma caminhonete.
O trabalho de busca por Dagmar foi coordenado pela Polícia Civil, com apoio do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Obras de Bauru. Durante as buscas, foi necessária até a demolição da casa da idosa.
A casa onde vivia Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, foi demolida em Bauru — Foto: TV TEM/Reprodução




