Corpo de mulher desaparecida há 2 meses é encontrado no Distrito Federal; polícia investiga possível feminicídio
A Polícia Civil afirma que o suspeito é marido da vítima, com quem ela tinha um relacionamento conturbado. A mulher saiu de casa para ir a um atendimento no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e não retornou.
O corpo de uma mulher que estava desaparecida desde janeiro deste ano foi descoberto enterrado em uma área rural de Planaltina, no Distrito Federal, nesta quarta-feira (2). Segundo a Polícia Civil, o suspeito é o marido da vítima, com quem ela tinha um relacionamento conturbado.
A 16ª Delegacia de Polícia está investigando o caso como um possível feminicídio. Caso a hipótese seja confirmada, este será o sétimo crime deste tipo registrado no Distrito Federal este ano.
De acordo com relatos de familiares, no dia 15 de janeiro, a vítima tinha um compromisso no CRAS de Planaltina e, por isso, foi até uma parada de ônibus próxima de sua residência. Segundo os familiares, o homem foi atrás dela. Preocupados devido às brigas recorrentes entre o casal, os familiares foram até o local logo depois, porém não encontraram ninguém. Questionado sobre o paradeiro deles, o homem afirmou que a mulher havia pego uma carona e não estava mais na parada.
Posteriormente, o suspeito saiu de casa com uma enxada e informou aos parentes que iria capinar o entorno da parada de ônibus. Apesar de ter retornado sujo de lama, os familiares afirmaram à polícia que o local não havia sido capinado. Nos dias seguintes, o suspeito continuou a ir ao local, alegando que estava indo para caminhar.
O homem alegava que a esposa havia o abandonado juntamente com os dois filhos, uma criança de 9 anos e um bebê de 1 ano. Contudo, a família desconfiou desta versão, uma vez que os pertences da mulher, como seu celular, permaneceram na residência.
Os funcionários do CRAS entraram em contato com a família para indagar sobre a ausência da vítima no atendimento agendado.
Se você precisar denunciar casos de violência contra a mulher, você pode ligar gratuitamente para o número 180, acessar o site da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos do Governo Federal, utilizar o aplicativo Direitos Humanos Brasil, discar o número 190 da Polícia Militar em caso de emergência, registrar a ocorrência em delegacias de polícia, de preferência nas Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam) ou entrar em contato com os Centros de Referência da Mulher para apoio psicológico, orientação jurídica e acolhimento.
Leia mais notícias sobre a região no DE.