A Polícia Judiciária de Portugal investiga se um corpo encontrado na cidade portuguesa de Viseu é da maranhense Francisca Maria dos Santos, de 44 anos, que está desaparecida há oito meses. A confirmação oficial dependerá do resultado da autópsia, uma vez que o cadáver encontrado é do sexo feminino, mas está em avançado estado de decomposição. A família de Francisca ainda não foi informada sobre a descoberta desse corpo, e o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) ainda não se pronunciou sobre a possibilidade de identificação da vítima.
A maranhense foi vista pela última vez em 20 de junho, perto de sua casa em Tabuaço, município do distrito de Viseu, onde os restos mortais foram encontrados. Próximo ao corpo estavam chaves e um par de tênis, que podem pertencer a Francisca. A vítima teria saído de casa à noite para jogar lixo em uma lixeira pública, e tinha planos de viajar para o Brasil para visitar a família quando desapareceu.
O irmão de Francisca, Antônio José, viajou para Portugal para acompanhar as investigações e criticou a demora nas respostas e na busca pelo desaparecimento da irmã. A Polícia Judiciária realizou buscas na residência do companheiro da maranhense, encontrando apenas o computador da vítima com mensagens apagadas e sem localizar seu telefone celular. Francisca era cozinheira em um restaurante local e estava bem integrada à cidade.
Natural do povoado Nova Esperança, em São Bernardo, Maranhão, Francisca morava em Tabuaço, região de Viseu, há cerca de quatro anos. Seu desaparecimento foi comunicado pelo namorado, Luis, ao perceber que ela não compareceu ao trabalho. A família afirma estar buscando apoio junto ao Ministério das Relações Exteriores, aos consulados brasileiros em Lisboa e Porto e à Polícia Federal do Brasil, mas reclama da falta de suporte.
Desde o desaparecimento, a família busca respostas e apoio, mas tem esbarrado em dificuldades burocráticas. Apesar das tentativas de contato com os órgãos competentes, como consulados e polícias, a sensação de impotência persiste. A investigação iniciada pela Guarda Nacional Republicana (GNR) agora está sob responsabilidade da Polícia Judiciária, que segue apurando o caso em busca de esclarecimentos. O Itamaraty informou que acompanha o caso em contato com a família de Francisca.



