A repressão mais brutal do Irã resultou em uma cena chocante de corpos empilhados nos necrotérios, deixando testemunhas horrorizadas. Mesmo com o bloqueio das comunicações imposto pelo governo, ativistas conseguiram vazar imagens da violência após anos de planejamento e contrabando de Starlink. Testemunhas descreveram mães implorando para não terem os corpos de seus filhos jogados de qualquer maneira, aumentando a revolta popular. Mesmo sob intensa vigilância, manifestações de indignação e revolta contra o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, surgiram durante a trágica cerimônia de liberação dos corpos. A documentação de grupos de direitos humanos revela relatos chocantes de corpos amontoados em necrotérios em diversas cidades, ultrapassando as estimativas iniciais de mortos. Familiares foram obrigados a pagar quantias exorbitantes para resgatar os corpos de manifestantes, enquanto muitos corpos foram despejados em valas comuns por falta de recursos. A prática de impor um ‘preço por bala’ remonta a repressões passadas, e a rigidez imposta aos ritos funerários busca evitar mobilizações populares nos cemitérios.




