Correntes de Retorno: Como se Prevenir e Agir em Situações de Perigo

correntes-de-retorno3A-como-se-prevenir-e-agir-em-situacoes-de-perigo

### Correntes de retorno: entenda o que são, como se prevenir e como agir em situações de perigo

Entre 19 de dezembro e 1º de janeiro, o Corpo de Bombeiros realizou 332 resgates aquáticos no litoral do Paraná, sendo a maioria deles causados pelas correntes de retorno. Esse fenômeno, muitas vezes imperceptível para banhistas desavisados, pode trazer riscos graves a quem está se divertindo na praia.

As correntes de retorno são formadas pelo movimento de retorno da água que chega à faixa de areia impulsionada pelas ondas, criando uma espécie de “rio” de água que flui em sentido contrário. Essas correntes apresentam perigo, pois têm o poder de puxar rapidamente os banhistas para longe da costa, em direção ao mar aberto.

Durante o período de mar agitado, ventos fortes e nas fases de lua cheia e lua nova, a intensidade das ondas e, consequentemente, das correntes de retorno aumentam. A capitã do Corpo de Bombeiros, Tamires Silva Pereira, explica que quanto mais água entra, mais água precisa voltar, potencializando a força dessas correntes.

Identificar uma corrente de retorno pode ser desafiador para a maioria das pessoas. Elas são naturais, podendo mudar de localização ao longo do dia e se manifestam com mais frequência em áreas próximas a morros, pedras e estruturas artificiais. Para ajudar na identificação, é possível observar que a ausência de ondas em determinada região da água pode indicar a presença de uma corrente.

Em caso de ser pego por uma corrente de retorno, a atitude do banhista é crucial para evitar o afogamento. A recomendação é acenar por ajuda, não resistir à força da corrente e nadar paralelamente à praia até sair do seu alcance. Manter a calma e buscar nadar lateralmente são ações que aumentam as chances de resgate pelos guarda-vidas.

A prevenção é a melhor forma de evitar acidentes com correntes de retorno. O Corpo de Bombeiros orienta os banhistas a optarem por áreas protegidas por guarda-vidas, onde são instaladas placas indicativas de perigo. Além disso, é importante evitar o consumo de álcool antes de entrar no mar, pois ele reduz os reflexos e a capacidade de reação em situações de emergência.

Crianças merecem atenção especial, devendo permanecer em águas rasas e sempre sob a vigilância de um adulto responsável. Em caso de emergência, acionar imediatamente os guarda-vidas é a melhor forma de garantir a segurança de todos. As placas de sinalização devem ser respeitadas e a orientação dos profissionais seguida para evitar acidentes. Esteja atento às recomendações e desfrute da praia com segurança.

Box de Notícias Centralizado

🔔 Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram e no WhatsApp