Corretora de imóveis desaparece há quase 1 mês em Caldas Novas: família busca ajuda

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Corretora de imóveis está desaparecida há quase 1 mês, e família pede ajuda para
conseguir informações

Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro
no prédio onde mora, em Caldas Novas. Imagens de câmeras de segurança mostram a
mulher saindo do apartamento.

Imagens mostram corretora momentos antes de desaparecer, em Caldas Novas
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Imagens mostram corretora momentos antes de desaparecer, em Caldas Novas

A corretora de imóveis, Daiane Alves Souza, de 43 anos, está desaparecida há
quase um mês em Caldas Novas, na região sul de Goiás. A mulher foi vista pela última vez no prédio onde a família mora, no centro da
cidade, no dia 17 de dezembro. Em entrevista ao DE, a mãe de Daiane, Nilse Alves Pontes, de 61
anos, cobrou respostas sobre o paradeiro da filha.

Segundo Nilse, no dia do desaparecimento, a corretora foi até o subsolo do
prédio para restabelecer a energia, pois o seu apartamento estava sem luz.
Imagens de câmeras de segurança mostram Daiane no elevador pouco antes de
desaparecer, por volta das 19h. Ela entra na cabine enquanto grava um vídeo para
uma amiga, sai em seguida e não retorna mais (veja acima).

De acordo com a família, não há imagens da mulher saindo do prédio e nem
voltando ao apartamento, o que aumenta o mistério sobre a sua localização.
Daiane estava de chinelo e bermuda, deixou os óculos de grau e os pertences em
casa.

“A partir do momento em que a porta do elevador abre no subsolo, a gente não
tem mais notícia dela”, desabafou a mãe.

Ao DE, o delegado Alex Miller informou que há
uma investigação em andamento para apurar o desaparecimento de Daiane. “São
várias hipóteses investigativas, não sendo possível descartar nenhuma”,
destacou.

Daiane é natural de Uberlândia (MG), mas mora em
Caldas Novas há cerca de dois anos. Segundo a mãe, a corretora é responsável por
cuidar de seis apartamentos da família na cidade turística, com procuração para
administrar locações.

DIA DO DESAPARECIMENTO

1 de 3 Daiane Alves Souza, de 43 anos, está desaparecida há quase um mês em
Caldas Novas — Foto: Arquivo pessoal/Nilse Alves Pontes

Daiane Alves Souza, de 43 anos, está desaparecida há quase um mês em Caldas
Novas — Foto: Arquivo pessoal/Nilse Alves Pontes

Nilse contou que havia combinado com Daiane que chegaria a Goiás no dia 18 de
dezembro, um dia antes da filha desaparecer. A última conversa entre as duas
aconteceu na manhã do dia 17, quando ficou acertado que se encontrariam no dia
seguinte, para discutirem questões de locação para o Natal e a virada do ano.

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Ao chegar ao apartamento, a mãe não encontrou Daiane. A porta estava trancada,
mas ela não foi localizada. A filha da corretora também chegou pouco depois e
não a encontrou, o que deu início às buscas. Naquela mesma noite, a família
registrou um boletim de ocorrência.

De acordo com a mãe, o que há de concreto são imagens de câmera de segurança e
vídeos gravados pela corretora antes do desaparecimento. Nilse contou que a
filha filmou o apartamento sem energia elétrica e enviou os vídeos para uma
amiga, dizendo que iria religar o padrão de energia, que fica no subsolo do
prédio.

Em seguida, ela aparece nas câmeras entrando no elevador ainda conversando,
depois passa pela portaria, fala com o recepcionista sobre a falta de energia e
retorna ao elevador para descer ao subsolo.

Nilse relatou que a última imagem mostra Daiane gravando um vídeo que sequer
chegou a ser enviado à amiga, como se a gravação tivesse sido interrompida de
forma repentina.

A mãe destacou que a filha tinha desavenças com pessoas do prédio. “Tivemos no
ano de 2025 muitos problemas que geraram processos contra o condomínio do prédio
onde moramos. Processos que tramitam na justiça de Caldas”, disse.

SEM RESPOSTAS

2 de 3 Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi vista pela última vez dia 17 de
dezembro — Foto: Arquivo pessoal/Nilse Alves Pontes

Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi vista pela última vez dia 17 de dezembro —
Foto: Arquivo pessoal/Nilse Alves Pontes

Segundo a mãe, Daiane é solteira, tem uma filha de 17 anos, e não teve nenhum
relacionamento recente.

De acordo com a família, a polícia quebrou o sigilo bancário e identificou que
não houve transações na conta da corretora após o desaparecimento. Varreduras no
entorno do prédio foram realizadas e não houve mais sinal no celular dela.

Outro ponto que intriga a família é o fato de a porta do apartamento ter sido
deixada aberta por Daiane, mas encontrada trancada. “É um mistério”, pontuou
Nilse.

Abalada pela falta de respostas, a idosa afirmou que o tempo só aumenta a
angústia. Nilse afirmou que está pagando um carro de som para circular pela
cidade e cobrar providências das autoridades.

Além disso, uma manifestação foi realizada em Caldas Novas e outra está marcada
em Uberlândia, na Praça Tubal Vilela, para sexta-feira (17), às 16h, quando o
desaparecimento irá completar um mês.

“Uma cidade 100% turística, como Caldas Novas, como uma pessoa pode
desaparecer sem deixar nenhum sinal? Eu não tenho mais para onde procurar, a
não ser buscar a mídia e as autoridades”, afirmou a mãe.

3 de 3 Polícia Civil investiga desaparecimento de Daiane Alves Sousa — Foto:
Divulgação/Polícia Civil

Polícia Civil investiga desaparecimento de Daiane Alves Sousa — Foto:
Divulgação/Polícia Civil

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