O presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves, anunciou a expulsão dos diplomatas cubanos do país e afirmou a necessidade de ‘limpar o hemisfério de comunistas’. Os representantes de Cuba têm até o fim do mês para deixarem o território costarriquenho.
A medida reflete a aliança da Costa Rica com o presidente dos EUA, Donald Trump, que mantém um cerco energético a Cuba e ampliou as ameaças de intervir na ilha.
A partir de agora, a Costa Rica não reconhece a legitimidade do regime comunista cubano devido aos maus-tratos e repressão imposta aos cidadãos. Chaves afirmou a necessidade de combater o regime opressor que afeta milhões de cubanos.
O presidente também determinou o fechamento da embaixada costarriquenha em Cuba e solicitou a saída do pessoal diplomático cubano em San José, com exceção dos funcionários consulares para atender os residentes cubanos no país.
Em declaração, o chanceler costarriquenho, Arnoldo André Tinoco, chamou a decisão de Cuba de ‘arbitrária’ e ressaltou que a Costa Rica não compactua com interesses dos EUA, mas busca defender os direitos humanos e combater a repressão a opositores.
A Costa Rica se une ao Equador, outro aliado de Trump, que recentemente expulsou o embaixador cubano de Quito. Ambos os países integram um grupo de nações latino-americanas que se aliam aos EUA para intensificar a luta contra o narcotráfico na região.
A decisão de expulsar os diplomatas reflete a profunda preocupação da Costa Rica com a violação dos direitos humanos em Cuba e a crescente repressão sobre ativistas e opositores do governo comunista.
Com a expulsão dos diplomatas e o rompimento das relações, a Costa Rica reforça sua postura firme contra o regime cubano e busca se distanciar da ingerência diplomática de Cuba em assuntos internos de outros países da região.
A atitude da Costa Rica, aliada de Trump, evidencia o recrudescimento das relações diplomáticas na região e aponta para uma intensificação do confronto ideológico entre países da América Latina, Cuba e os Estados Unidos.



