O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), negou qualquer “manobra regimental” para aprovar a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, e ressaltou que “contou duas vezes os votos”. A decisão de quebrar o sigilo do filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gerou tumulto e confusão durante a sessão da comissão. Governistas protestaram diante do resultado, o que resultou em um empurra-empurra na sala.
Diante da situação caótica, a sessão precisou ser interrompida e a transmissão pela TV Câmara foi momentaneamente suspensa. Após 15 minutos de pausa, a comissão retomou seus trabalhos. Carlos Viana esclareceu que, para derrubar a pauta, seria necessário que o governo tivesse a maioria dos votos presentes. Ele contou duas vezes e confirmou que a aprovação se deu com sete votos a favor.
Apesar do tumulto, o senador enfatizou que ninguém saiu machucado e que, no final das contas, o governo saiu derrotado na votação. Dos 31 presentes, sete votaram contra a quebra de sigilo, resultando na aprovação do requerimento. Viana também revelou que o governo tentou aprovar os requerimentos em bloco, incluindo a convocação do senador Flávio Bolsonaro para depor. No entanto, esse pedido foi rejeitado e apenas o requerimento de quebra de sigilo de Lulinha foi aprovado.
O presidente da CPI foi categórico ao afirmar que só vai incluir nomes de pessoas de fato envolvidas nas investigações, mantendo o compromisso com a transparência e seriedade do processo. Ele destacou que a estratégia do governo não foi bem-sucedida e que o cenário da CPI está mudando. A votação foi concluída e a quebra de sigilo de “Lulinha” foi aprovada, apesar das tentativas de tumultuar a sessão por parte dos governistas.
Em meio às discussões acirradas e divergências de opinião, a CPI do INSS segue com suas atividades, investigando possíveis irregularidades e envolvimento de diversos nomes em seus trabalhos. O desfecho da votação para a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva indica que a comissão está comprometida em aprofundar as investigações e seguir os trâmites legais para elucidar os fatos em questão, independentemente das pressões políticas e das tentativas de obstruir o trabalho do colegiado.




