Os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal têm evitado avançar com a proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes envolvendo o banco Master. A estratégia, conforme relatos de bastidores, é direcionar os esforços para pautas com maior apelo popular, diminuindo o espaço político para a instalação da comissão. Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) já indicaram a aliados que não planejam autorizar a abertura da CPI destinada a investigar o caso. A percepção nos dois comandos do Congresso é que o assunto pode gerar um desgaste considerável em um ano eleitoral. Com o término do recesso de Carnaval, a oposição promete intensificar a pressão pela investigação. Interlocutores dos presidentes das duas Casas, entretanto, afirmam que a resposta será a priorização de propostas de grande repercussão junto à opinião pública, deixando o caso Master em segundo plano.




