O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), deu início a uma nova fase de investigações direcionadas ao filho de Lula e uma mulher próxima a Flávio Bolsonaro. Os requerimentos pedem a quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, Roberta Luchsinger e Danielle Fonteles, em relação às movimentações financeiras com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Antunes foi apontado pela Polícia Federal como um dos principais articuladores de um esquema de descontos indevidos em aposentadorias.
O relator destacou a necessidade de investigar Fábio Luís após mensagens apontarem que pagamentos destinados a empresas de Roberta Luchsinger seriam para ‘o filho do rapaz’, supostamente referindo-se a Lulinha. A advogada Roberta Luchsinger é amiga de Lulinha e a publicitária Danielle Fonteles trabalhou em campanhas do PT. Fonteles, segundo a Polícia Federal, teve papel estratégico na organização investigada pela operação Sem Desconto, orientando o Careca do INSS a destruir provas.
Lulinha, filho de Lula, já teve convocações rejeitadas anteriormente, suspeitando-se que recebia vantagens dos negócios de Antunes através de Roberta Luchsinger. Com foco nos empréstimos consignados, a CPMI começa a nova fase com depoimentos do banqueiro Daniel Vorcaro, Maurício Camisotti e o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. A expectativa é que esses depoimentos forneçam informações sobre a relação das instituições bancárias com as irregularidades.
Enquanto isso, parlamentares governistas miram o senador Flávio Bolsonaro e Letícia Caetano dos Reis, associada ao parlamentar. Letícia é irmã de um sócio de Antunes, coproprietário de uma empresa ligada ao Careca do INSS. Ela também é administradora do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro desde 2021. Com base nessas relações pessoais e profissionais, o deputado Rogério Correia pediu a convocação de Flávio e Letícia para esclarecimentos sobre possíveis conexões com Antunes.




