CPMI do INSS e Senado reagem a tentativas de controle na investigação do Banco Master – Saiba mais sobre o caso aqui!

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CPMI do INSS e Senado reagem a tentativas de controlar investigação do banco Master

A CPI do INSS entrou com recurso junto ao ministro André Mendonça para que ele libere os dados dos sigilos bancários e fiscais de Daniel Vorcaro. CAE do Senado quer acompanhar as investigações.

Caso Master: Toffoli determina que os depoimentos ocorram no STF, e não na PF

Enquanto a Polícia Federal (PF) vai enfrentando dificuldades criadas pelo ministro Dias Toffoli para investigar o banco Master, a CPMI do INSS e o Senado abrem frentes para reagir à operação de abafamento e garantir que o caso seja elucidado, sem poupar nem os banqueiros nem os políticos que possam ter se associado ao esquema, que pode ter gerado a maior fraude bancária da história do país.

A CPMI do INSS entrou com recurso junto ao ministro André Mendonça para que ele libere os dados dos sigilos bancários e fiscais de Daniel Vorcaro, dono do banco liquidado, que estão sob custódia do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por determinação de Toffoli.

Os integrantes da comissão querem investigar as suspeitas de fraudes na concessão de crédito consignado pelo banco Master, motivo do pedido de quebra dos sigilos da instituição financeira e de seu dono.

Agora, com as novas revelações por parte do presidente do INSS, Gilberto Waller, de que o órgão bloqueou a liberação de R$ 2 bilhões ao banco por suspeitas de fraudes, a CPMI decidiu recorrer ao ministro André Mendonça, que é o relator do caso no STF.

Enquanto isso, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado criou um grupo para acompanhar as investigações. Autor da ideia, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) convidou senadores governistas e da oposição para integrarem o grupo, que vai seguir de perto todas as investigações no STF e no Banco Central.

Em outra frente, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) entrou com um pedido de suspeição do ministro Dias Toffoli na Procuradoria Geral da República, para que ele seja afastado da relatoria do caso Master no STF. Girão alega que Toffoli tem proximidade com ex-diretores do banco e sua família fez negócios com fundos ligados ao Master, o que criaria conflito de interesses. Toffoli nega e, segundo interlocutores, vai seguir na relatoria.

Girão está também colhendo assinaturas para criar uma CPI do Banco Master no Senado e afirma já ter as assinaturas necessárias, 27, para apresentar o requerimento de criação da comissão.

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