Criança desaparece no interior de MG; bombeiros, polícia e moradores fazem buscas
Alice Maciel Lacerda Lisboa, de 4 anos, é autista não verbal. Ela foi vista pela
última vez na casa da avó, em Bituri, no distrito de Jeceaba, nesta quinta-feira
(29).
Vinte e um militares do Corpo de Bombeiros estão mobilizados nas buscas por
Alice
Vinte e um militares do Corpo de Bombeiros estão mobilizados nas buscas por
Alice
Uma criança de quatro anos desapareceu, na tarde desta quinta-feira (29), em
Bituri, um distrito de Jeceaba, na Região Central de Minas Gerais. O desaparecimento foi registrado por volta das 14h30, quando ela
foi vista pela última vez no sítio onde a avó mora.
Segundo familiares, a menina, identificada como Alice Maciel Lacerda Lisboa, é
autista não verbal — ou seja, não utiliza a fala como principal forma de comunicação.
Ao Diário do Estado, o tio da criança relatou que, no momento do desaparecimento, ela estava
com a avó, o avô e o irmão mais novo, de três anos.
“A varanda é toda fechada. Em questão de uma distração de um minuto, ela abriu
o portão e saiu. Em pouco tempo eles deram falta dela, foram lá fora mas não
viram mais. Isso nunca tinha acontecido. quando ela sai, ela gosta de ir pra
área da piscina e não tem o costume de sair assim. Estamos angustiados”,
contou Luis Felipe Maciel Morais.
Ainda de acordo com o parente, aproximadamente 100 pessoas da comunidade se
juntaram às buscas de policiais e bombeiros. Varreduras em córregos próximos
também foram feitas. Até a última atualização desta reportagem, não havia mais
informações sobre o paradeiro da menina.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, as buscas pela menina começaram na
quinta-feira (29). Ao todo, 21 militares estão empenhados na operação.
No primeiro dia, foram realizadas buscas noturnas com cão de odor específico,
que indicou uma área de mata próxima à casa da avó, considerada o último ponto
em que a criança foi vista. A área foi demarcada e dividida entre equipes
mistas.
Drones com câmeras térmicas também foram usados em sobrevoos e novas varreduras,
sem sucesso até o momento. Equipes especializadas em buscas com cães e em áreas
de mata atuam na ocorrência, com a família acompanhando os trabalhos no Posto de
Comando.
Nesta sexta-feira (30), a área de busca foi ampliada, com exploração de novos
locais, uso de cães farejadores, reavaliação das buscas já realizadas e
realinhamento entre os órgãos envolvidos.
Ainda conforme os bombeiros, a diversidade do terreno — com encostas íngremes,
áreas de pastagem e mata fechada — dificulta os trabalhos e a leitura térmica
dos drones. A chuva intermitente também atrapalha as buscas.
Em nota, a Polícia Civil informou que abriu uma investigação e está realizando
todas as diligências necessárias. Equipes estão no local das buscas neste
momento.




