Criança de 11 anos acusa palhaço de estupro e homem é indiciado pela polícia, no Paraná
Segundo a polícia, crime aconteceu há cinco anos, quando a vítima tinha entre 5
e 6 anos. Inquérito foi concluído pela Polícia Civil e encaminhado ao Ministério
Público.
Uma criança de 11 anos acusou um homem de 42 anos, que atua como palhaço e
artista de rua, por estupro de forma continuada quando ela tinha entre cinco e
seis anos. O inquérito por estupro de vulnerável foi concluído pela Polícia
Civil na terça-feira (13) e encaminhado ao Poder Judiciário.
Segundo a investigação, os crimes teriam ocorrido em 2016, quando a vítima tinha
entre cinco e seis anos. A identidade do homem não foi divulgada, ele responde
ao processo em liberdade.
De acordo com a polícia, o suspeito se aproveitava da proximidade da família
para se aproximar da criança, usando como pretexto convites para assistir a
desenhos animados.
> “Conforme a investigação, o investigado aproveitava-se de sua relação de
> proximidade e confiança com a família para praticar reiterados atos
> libidinosos e conjunção carnal contra a menor, sempre utilizando o pretexto de
> convidá-la para assistir a desenhos animados”, afirmou a delegada Thais
> Zanatta em nota sobre o caso.
Os estupros só foram revelados em 2023, quando a vítima, então com 11 anos,
contou à mãe o que havia acontecido. Para a polícia, o intervalo de tempo entre
os fatos e a denúncia é compatível com casos em que o agressor ocupa uma posição
de confiança, situação conhecida como “Síndrome de Acomodação ao Abuso Sexual
Infantil”.
O relato da vítima foi colhido por meio de escuta especializada, conforme prevê
a legislação. Segundo a Polícia Civil, o depoimento foi considerado coerente e
detalhado, além de ser reforçado por mudanças de comportamento observadas ao
longo dos anos, como agressividade, episódios de automutilação e tentativas de
suicídio, iniciadas aos sete anos.
Em depoimento, o investigado negou as acusações e alegou perseguição de cunho
político, argumento que foi descartado pela polícia. De acordo com os
investigadores, a versão não se sustenta, uma vez que a vítima era criança e não
teria condições de compreender questões desse tipo.
A Polícia Civil também informou que há outros registros envolvendo o nome do
suspeito. Em 2022, um boletim de ocorrência apontou conduta semelhante contra
outra criança, com modo de atuação parecido. Esse caso resultou em denúncia do
Ministério Público e tramita sob segredo de justiça.
O inquérito foi finalizado e encaminhado à Justiça, que agora vai decidir sobre
os próximos passos do processo.




