Uma criança de 3 anos morreu após ser baleada na cabeça na manhã desta quinta-feira (16), na BR-040, em Nova Lima, localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte, gerando comoção e preocupação em toda a comunidade local.
De acordo com informações iniciais da Polícia Militar, o caso, que ocorreu pouco depois das 9h, mobilizou equipes de socorro da EPR Via Mineira e de órgãos públicos do Governo de Minas. Segundo relatos da mãe, o disparo teria ocorrido de forma acidental enquanto a criança brincava e encontrou uma arma de fogo em casa.
O menino, identificado como Sadraque Gabriel Vieira de Assis, chegou a ser socorrido e levado com urgência ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. No entanto, apesar dos esforços médicos, a vítima não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado às 10h30.
Caso mobiliza autoridades e serviço de emergência em Minas Gerais
A tragédia teve início quando a família, em desespero, buscou ajuda na Base de Serviço Operacional da EPR Via Mineira, que administra um trecho da BR-040. O atendimento rápido foi fundamental para tentar salvar a vida de Sadraque, evidenciando a importância da infraestrutura impactada nos resgates de ocorrências graves em Minas Gerais.
Segundo a concessionária EPR Via Mineira, a família chegou à base por volta das 9h pedindo socorro e relatando o acidente. A equipe de atendimento prestou os primeiros socorros, controlou o trânsito para facilitar a remoção e acompanhou o deslocamento até o hospital referência. “Nossos procedimentos de emergência foram acionados tão logo recebemos a família. O atendimento pré-hospitalar é prioridade em casos como esse”, afirmou representante da concessionária ao DE.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi rapidamente acionada e compareceu ao local, acompanhando o desenrolar da situação ao lado da Polícia Militar, que ficou responsável pela apuração dos fatos. A tragédia expõe, mais uma vez, questionamentos sobre a posse e o acesso a armas em residências no estado de Minas Gerais, tema que tem gerado debates intensos na sociedade.
Dinâmica do incidente e investigação em andamento
De acordo com o relato emocionado da mãe à Polícia Militar, Sadraque estaria brincando dentro de casa quando localizou o revólver e, de forma inesperada, disparou a arma, atingindo a si mesmo na cabeça. A arma de fogo, que seria de propriedade do pai da criança, estava aparentemente guardada, mas não em local seguro, o que levanta dúvidas sobre os protocolos seguidos pelos responsáveis.
A Polícia Civil foi acionada para investigar o caso e entender as circunstâncias do acidente. Uma das linhas prioritárias é apurar se houve negligência no armazenamento da arma. O Governo de Minas costuma reforçar campanhas de orientação sobre posse responsável de armamentos, ressaltando a necessidade de mantê-los fora do alcance de crianças e adolescentes.
Até o momento, autoridades locais coletaram depoimentos dos pais, analisaram o local da residência e apreenderam o revólver para perícia. O caso segue em investigação, sob a responsabilidade da Delegacia de Nova Lima, enquanto o Ministério Público deve ser acionado para acompanhar o andamento das apurações.
Repercussão e ações de prevenção em Belo Horizonte e região
O impacto do caso foi sentido não apenas em Nova Lima, mas também em Belo Horizonte e cidades vizinhas, reacendendo preocupações sobre segurança doméstica. Especialistas em segurança pública avaliam que tragédias como essa só reforçam a cobrança para que famílias que possuem armas em casa redobrem a atenção com armazenamento e instrução dos filhos.
Nos últimos anos, campanhas educativas promovidas em parceria por órgãos do Governo de Minas e secretarias municipais vêm alertando sobre os riscos da posse irregular ou negligente de armas. “Infelizmente, ainda há casos onde o simples descuido pode custar uma vida. É fundamental que toda arma em casa esteja trancada, descarregada e fora do alcance de crianças”, destacou a psicóloga Luciana Faria, especialista consultada pelo DE.
O Hospital João XXIII, reconhecido como referência no atendimento a emergências graves em Belo Horizonte, afirmou que mantém equipes treinadas para situações onde cada minuto é determinante para a sobrevivência dos pacientes. Em nota, a direção hospitalar lamentou o desfecho e manifestou solidariedade à família, reforçando seu compromisso com a assistência humanizada.
A tragédia ocorrida na BR-040 se soma a outros incidentes recentes envolvendo crianças e armas de fogo na região metropolitana. De acordo com levantamentos do Governo de Minas, pelo menos 15 acidentes domésticos desse tipo foram registrados nos últimos dois anos em Minas Gerais. Os dados revelam que o acesso facilitado a armas ainda representa grande perigo no ambiente familiar.
Diante desse cenário, especialistas e agentes públicos defendem a criação de programas contínuos de conscientização para orientar famílias sobre o armazenamento seguro de armas, além da necessidade de diálogo permanente entre pais e filhos sobre condutas preventivas.
Para os próximos dias, as autoridades esperam um aumento no debate público sobre a regulamentação da posse e guarda de armamentos, além do reforço nas campanhas de prevenção em escolas, centros de saúde e meios de comunicação. “É preciso entender que armas representam alto risco em qualquer residência. A perda desta criança deve servir de alerta para toda a sociedade”, frisou o tenente Rafael Alves, representante da Polícia Militar em entrevista exclusiva ao DE.



