O incidente ocorreu na tarde de terça-feira, 19, em Aparecida de Goiânia. Em entrevista, o pai da criança, Cassio da Cruz, informou que o menino estava brincando na rua, e ao retornar para casa, dirigiu-se imediatamente ao banheiro para tomar banho.
“Nisso, veio um rapazinho atrás dele, já de uns 16 anos, que é o filho do vizinho, e falou: óh ele está queimado. Quando a mãe dele viu ele, já começou a gritar. Eu peguei ele nos braços e sai na rua, em busca de algum socorro”, conta o pai.
Um vizinho foi responsável por conduzir a família até o Hospital Estadual de Aparecida de Goiânia Cairo Louzada. Na unidade, foi prestado um atendimento inicial, e posteriormente, o menino foi encaminhado ao Hugol. As áreas mais afetadas pelas queimaduras foram a região genital, o tórax e as pernas.
O pai relatou que ele e a esposa estavam em casa quando o incidente ocorreu, mas afirmou que não ouviram qualquer barulho. Ele enfatizou que, devido ao fato de passarem mais tempo no hospital do que em casa, ainda não têm certeza sobre o que provocou a situação.
Entretanto, seguindo a orientação do Hugol, ele dirigiu-se à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) para formalizar um boletim de ocorrência, visando à investigação do caso.
Conforme relatado pelo pai, mesmo recebendo medicamentos potentes, a criança continua sentindo intensas dores, o que tem impactado significativamente toda a família diante da triste situação.
“Ele sente muita dor. O tratamento é doloroso, até pra gente acompanhar. Tem hora que os médicos até pedem para a gente sair de perto para não acompanhar aquela cena, porque é triste. Você engasga com a situação”, contou.



