Criança negra de 10 anos é injustamente acusada de furto em drogaria: polêmica em Belo Horizonte e Defensoria Pública pede indenização de R$ 500 mil.

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Uma grande polêmica envolvendo uma rede de drogarias veio à tona recentemente, quando uma criança negra de 10 anos foi injustamente acusada de furto por uma funcionária. O caso ocorreu em Belo Horizonte e a Defensoria Pública de Minas Gerais decidiu intervir, exigindo uma indenização de R$ 500 mil para a vítima, como forma de reparar os danos morais causados.

Tudo começou quando a criança foi até a farmácia a pedido da mãe, para comprar um simples creme. No entanto, ao retirar o celular que estava na cintura, foi abordada de forma agressiva pela funcionária, que o acusou publicamente de estar furtando produtos. Diante da situação constrangedora, a criança negou veementemente o ato e, na tentativa desesperada de provar sua inocência, chegou a tirar as roupas, ficando apenas de cueca na frente de todos presentes.

Posteriormente, a mãe foi até a farmácia e, após analisar as imagens das câmeras de segurança juntamente com autoridades e testemunhas, ficou provado que o garoto não havia cometido nenhum delito. A funcionária acusadora teve que prestar depoimento na delegacia e agora responde criminalmente por suas ações.

O impacto psicológico causado na criança foi significativo, levando-a a desenvolver medos e deixar de participar de diversas atividades que antes apreciava. A família também sofreu com as repercussões do ocorrido. A Defensoria Pública destaca que este episódio configura um caso de racismo e desrespeito aos direitos estabelecidos no Estatuto da Criança e do Adolescente, bem como no Código de Defesa do Consumidor.

É importante ressaltar que a responsabilidade por atos praticados por funcionários durante o exercício de suas funções recai sobre o empregador. Por isso, a rede de drogarias está sendo processada não apenas pelo dano moral causado, mas também pela negligência em supervisionar suas equipes adequadamente. O caso está em andamento, com a investigação policial sendo conduzida pela Delegacia Regional de Polícia Civil de Venda Nova.

Toda essa situação lamentável serve de alerta para a necessidade de combater atos de discriminação e preconceito, garantindo que a dignidade e a integridade das pessoas, independentemente de sua cor de pele, sejam sempre preservadas. A busca por justiça e reparação em casos de injustiça como este é fundamental para promover uma sociedade mais justa e igualitária para todos os cidadãos. O Diário do Estado acompanha de perto o desenrolar desse processo, em busca de garantir que a verdade prevaleça e os responsáveis sejam devidamente responsabilizados pelos seus atos.

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