BRASÍLIA (DF) — Enquanto o relógio marca o início das férias escolares, uma preocupação toma conta dos pais do Distrito Federal: como ocupar os pequenos com atividades que sejam ao mesmo tempo divertidas, seguras e educativas? A resposta veio em uma enxurrada de opções que transformam julho em um mês de descobertas, onde brincar também significa aprender, criar e até ajudar a regenerar o Cerrado.
De oficinas gratuitas de arte a colônias com astronomia e esportes aquáticos, as alternativas se espalham por diferentes regiões do DISTRITO FEDERAL e prometem entreter crianças de 3 a 12 anos. O que chama a atenção é a diversidade de propostas: tem programação para quem ama ciência, para os pequenos artistas e até para os aventureiros que não têm medo de colocar a mão na terra.
Oficinas gratuitas que unem arte e natureza
Na Cerrado Cultural, no Lago Sul, a magia começa com papel, tinta e imaginação. No dia 14 de julho, o artista Raylton Parga comanda uma oficina de máscaras onde cada criança constrói seu próprio personagem. Já no dia 21, a arte-educadora Débora Passos ensina pais e filhos a reproduzir a flora local em aquarela.
O melhor de tudo: a entrada é franca, mas é preciso garantir vaga pelo site. A programação ainda inclui uma visita guiada à exposição do renomado Cláudio Tozzi, no dia 25. Uma chance rara de apresentar a arte contemporânea aos pequenos de forma lúdica.
Astronomia e diversão no Planetário de Brasília
Para as crianças que sonham em ser astronautas, a 12ª edição da colônia de férias do Planetário de Brasília é o lugar certo. Com o tema “Universo em Jogo”, a programação usa jogos de tabuleiro, oficinas de nebulosas em potes e lançamento de foguetes para ensinar astronomia de forma prática.
São apenas 25 vagas por dia, divididas em duas turmas: de 6 a 8 anos (entre 14 e 17 de julho) e de 9 a 12 anos (entre 21 e 24 de julho). Tudo gratuito, das 8h ao meio-dia. Quem já participou conta que a sessão na cúpula do planetário é o ponto alto — uma viagem imersiva pelo cosmos que deixa qualquer criança de queixo caído.
Aventura na terra e na água: opções para todos os gostos
Enquanto isso, na Serrinha do Paranoá, a Escola da Árvore oferece uma experiência única: unir lazer à regeneração do Cerrado. As crianças colocam a mão na terra em atividades ambientais e ainda participam de robótica, culinária, teatro e esportes. Um jeito de mostrar que brincar também pode ser um ato de cuidado com o planeta.
Para quem prefere piscina e brinquedos infláveis, a colônia da AABB e o Clube.Co Kids têm programação intensa com gincanas, futebol de sabão e até aulas de sobrevivência aquática. Os valores variam de R$ 120 a diária avulsa a pacotes para duas semanas. Segundo os organizadores, a procura é grande e as vagas costumam se esgotar rápido.
Com tantas opções, o desafio dos pais brasilienses neste julho não é mais o que fazer, mas sim como escolher entre tanta diversão. O importante é garantir que as crianças guardem na memória não apenas o descanso, mas a alegria de aprender brincando.



