Cuca revela condições para brigar por títulos no Santos

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Apresentado nesta sexta-feira como novo técnico do Santos, Cuca disse ter condições de trabalho para brigar por títulos nas Copa do Brasil e Sul-Americana ao longo da temporada. O comandante, para justificar sua ideia, revelou detalhes de sua última passagem “caótica” no clube, que terminou com o vice-campeonato da Libertadores de 2020, disputada em 2021 em função da pandemia.

Para Cuca, o passado foi mais complicado do que é o presente:

— A última passagem que tive aqui, naquela ocasião estava bem caótica a situação, perdemos naquela ocasião o presidente Peres, o Orlando Rollo, e acabamos com Andres Rueda, e em meio a isso tínhamos três meses de salários atrasados, que conseguimos colocar em dia com as vendas de Everson e Sasha, tudo isso serviu muito de aprendizado para mim.

— Os jogadores ganharam uma confiança muito grande, e fizemos uma campanha maravilhosa, principalmente na Libertadores. Infelizmente, tomamos um gol no minuto 53 e perdemos, mas fica uma grande lembrança, de um grande time, que conseguiu sair de uma situação muito adversa, mais difícil que hoje com certeza.

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O Peixe ainda vai começar sua trajetória nos torneios em formato de copa e, por isso, Cuca disse acreditar ter total tempo para trabalhar com o grupo uma nova mentalidade:

— Eu já passei por outras situações assim no próprio Santos, no Fluminense, e situações até mais complicadas. Aqui tem tempo hábil para isso, para você trabalhar e poder fazer o jogador entender o que é o Santos, a grandeza que o Santos tem, o tempo sem conquistas. Tudo isso já começou a ser posto na cabeça dos jogadores a partir da minha apresentação e da conversa que tive com eles.

Cuca também fez uma análise do elenco, que ainda pretende conhecer melhor:

— Não tenho condição hoje de responder sobre todo o elenco, temos uma visão supérflua, externa., de ver jogos pela TV, e você não tem uma acompanhamento do dia a dia, cada jogador responde de uma forma diferente para determinados comandos, acontece muitas vezes de um treinador chegar e todo mundo ter uma chance maior, também é assim quando eu saio dos clubes e entra outro treinador.

— Nessas oportunidades de repente aparecem alguns jogadores que abraçam e conseguem render. Temos condições de buscar principalmente na copa os títulos, no Brasileirão ficamos um pouco para trás, ainda dá para se recuperar, mas lutar por uma Libertadores dentro de um torneio difícil assim também é um bom negócio — analisou Cuca.

VEJA OUTRAS RESPOSTAS DO TÉCNICO CUCA NA VILA BELMIRO:

— Eu estava assistindo ao jogo na quarta-feira, não assisto um jogo só, fico um pouco em um, um pouco em outro, vendo diversos jogos que estavam passando, quando acabou eu escovei o dente, estava praticamente dormindo quando o Alexandre me ligou. Eu perguntei se o Vojvoda tinha saído, ele disse que sim., ele me perguntou se eu viria, eu disse que sim, não falamos em valores, nada, disse que amanhã eu arrumava minhas coisas, me organizo e sexta-feira estou ai. Antes disso não falei com ninguém nunca, até porque não faço esse tipo de coisa, e sou acima de tudo muito amigo do Vojvoda, com quem conversei ontem, e sempre conversamos diretamente.

— Todos os grandes clubes, pensando em São Paulo, todos os três, já têm uma estrutura de jogadores de anos. O Santos não. Não tem jogadores que estão há três, quatro anos juntos. Ainda temos esse déficit, que é o jogador ter o conhecimento um do outro. É um time montado há menos tempo, ainda temos esse agravante contra, que temos que fazer o quanto antes possível virar favorável.

— Isso é no dia a dia, concentração, bate-papo, porque, em cima dos números que temos hoje, e o que é um ano atípico, por causa da Copa do Mundo, vai exigir dos jogadores, vai ser um absurdo: a cada três dias um jogo. Se não tiver um elenco grande, fica no meio do caminho em competições importantes. Temos que estar atentos para extrair o máximo de cada jogador.

— Hoje eu já vi um menino que me chamou a atenção, eu não falo o nome, mas vocês vão descobrir depois. Kaio Jorge, Marcos Leonardo, ele era gordinho, e o Cuquinha disse que ele sabe fazer gol, e olha o homem hoje, afinou e está fazendo gol. Tomara que possamos dar oportunidades a outros também, o Santos sempre que aperta a base que resolve, e tomara que também resolva dessa vez.

— Em 2018 eu lembro que a gente estava muito atrás, tem até uma placa do time que ficou muito tempo sem tomar gol com Vanderlei no gol, se não me engano foram oito ou nove partidas, fomos tomar gols só contra o Cruzeiro, em uma derrota no Mineirão. Então demos uma recuperada boa. Em 2020, 2021, foi um dos trabalhos mais gratificantes que tive, quando vim para cá eu vim pelo prazer do trabalho, e foi muito prazeroso, desta vez também penso nisso, em vim pelo prazer do trabalho, por acreditar no grupo de jogadores, pelo filho dele, no Alexandre, e de poder, quando jogamos assim, Santos contra Palmeiras, Fluminense, não é só um time, é uma família, eles vivem mais tempo dentro do clube com que a família, muitas viagens, jogos, concentração, temos que ter esse espírito

— Não teve nada ainda, mal conversei com ele, ele veio do Paraguai, do sorteio que estava, nossa meta hoje é o jogo de domingo, difícil, contra um adversário que também está em um momento difícil, e vamos viver 11 e 12 dias neste em cima deste resultado.

— Você pode ter uma ideia de jogo, mas não dá para aplicar se não tiver peças que conduzam com suas ideias, então você tem que adaptar também. Naquela época, tínhamos Marinho com Kaio Jorge, tinha Pará, Felipe Jonatan, eles sabiam entrar por dentro, fazer a entrada com os pontas, eles gostavam de jogar abertos. Era uma característica que exploramos, temos que entender as características desses jogadores.

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