Cuidadora presa por torturar idosa em Trindade: alegou queda, mas vítima relata agressões constantes

Cuidadora presa por espancar idosa tinha alegado que ferimentos foram causados quando a vítima caiu em banheiro, diz polícia

Caso começou a ser investigado após denúncia da nora da vítima. Segundo a polícia, as agressões eram constantes.

Ferimentos nos olhos de idosa espancada por cuidadora em Trindade, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A cuidadora de 42 anos presa por espancar uma idosa de 67 anos em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia, alegou que os ferimentos foram causados após a vítima cair no banheiro, segundo a Polícia Civil. O caso começou a ser investigado pelas autoridades quando a nora da idosa desconfiou dos ferimentos e registrou um boletim de ocorrência.

> “O próprio relatório do hospital indicava que não tinha sido uma queda. Nós tivemos contato visual com a vítima e já deu pra perceber que eram agressões mesmo”, mencionou o delegado Thiago Escandolhero.

A suspeita foi presa na segunda-feira (20) e permaneceu em silêncio durante o depoimento, conforme informado pela polícia. O DE tentou entrar em contato com a defesa da cuidadora, mas não conseguiu retorno até a última atualização desta reportagem.

A idosa relatou para os investigadores que ao ser levada pela cuidadora para tomar banho, escorregou e foi atingida várias vezes com um cabo de vassoura nas regiões da cabeça, ombro e costelas. De acordo com a PC, a vítima morava com a idosa há dois anos e as agressões eram constantes.

> “Ela falou que essas práticas de tortura aconteciam de forma reiterada porque não foi a primeira vez, ela mencionou puxões de cabelo, até outras vassouradas, mas dessa vez a agressão teve mais intensidade”, disse Thiago.

O laudo da Polícia Científica apontou indícios de meio cruel e a idosa perdeu a visão temporariamente por causa do hematoma. Devido às evidências do crime e o que foi relatado pela vítima, o delegado entende que o caso se enquadra como tortura. A cuidadora pode pegar até 10 anos de prisão.

A polícia segue investigando o caso e tem um período de 10 dias para identificar outras vítimas. “Possivelmente têm outras vítimas, quem falou foi a própria idosa. Só que ela não conseguiu indicar nomes”, destacou o delegado.

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