A bancada federal de Goiás no Congresso Nacional consumiu R$ 22,8 milhões da cota parlamentar entre 2023 e o fim de 2025. Quase metade desse valor — R$ 10,8 milhões (47,4%) — foi usada exclusivamente na divulgação das atividades dos próprios parlamentares.
O ano de 2024, marcado pelas eleições municipais, registrou o maior gasto: R$ 7,9 milhões. Os números, divulgados pelo jornal O Popular, mostram o peso da verba indenizatória usada para custear passagens, aluguéis, combustíveis, consultorias e, principalmente, publicidade.
No ranking dos deputados federais goianos, o Professor Alcides (PL) lidera com R$ 1,46 milhão gastos. Ele é seguido de perto por Rubens Otoni (PT), também com R$ 1,46 milhão.
No Senado, o cenário é de extremos. Enquanto Jorge Kajuru (PSB) cumpriu a promessa de campanha e não usou nenhum centavo (R$ 0,00), Wilder Morais (PL) foi o que mais gastou: R$ 590,7 mil.
Chama atenção que Professor Alcides e Wilder Morais, além de filiados ao mesmo partido (PL), são sócios em negócios particulares de acordo com um vereador de Aparecida. Juntos, os dois lideram as despesas em suas respectivas casas legislativas.
A cota parlamentar é uma verba mensal que varia conforme o estado, calculada principalmente pelo custo das passagens aéreas para Brasília.




