Quer botar um bloco na rua em BH? Custos para tornar esse sonho realidade podem variar significativamente, podendo chegar a quase R$ 1 milhão. Para entender melhor esses valores e investimentos, o Diário do Estado conversou com quatro blocos de diferentes tamanhos e propostas, cujos custos envolvem desde segurança até cenografia. Os recursos para financiamento vêm tanto da iniciativa privada como pública, além da contribuição dos integrantes.
Os valores para colocar um bloco na rua durante o Carnaval de Belo Horizonte podem ser bem distintos, dependendo do porte do desfile e da proposta de cada agremiação. Desde blocos que investem R$ 8 mil até os que chegam a gastar R$ 900 mil na folia, todos concordam que o apoio financeiro, seja público ou privado, é fundamental para garantir o sucesso da festa.
Abaixo, vamos detalhar quanto gastam alguns blocos de BH em 2026. O bloco “Quando Come se Lambuza” estima um investimento de R$ 900 mil, desfilando para até 500 mil foliões. Já o “Abalô-caxi” investiu R$ 500 mil, destacando o protagonismo LGBTQIAPN+. Enquanto isso, o “Estagiários Brass Band” desembolsou R$ 30 mil, e o “Andacunfé”, estreante em 2020, gastou cerca de R$ 8 mil.
O bloco “Quando Come se Lambuza”, que iniciou entre amigos em 2014 e se tornou um dos maiores da capital, enfatiza despesas com trio elétrico, comunicação, e equipe. Com cerca de 530 pessoas envolvidas diretamente no desfile, o investimento inclui também oficinas de bateria e ensaios, além do apoio de marcas como principal forma de financiamento.
Por outro lado, o “Estagiários Brass Band”, um coletivo criado em 2018, investiu R$ 30 mil no desfile deste ano, com apoio financeiro da prefeitura e patrocínios. Já o “Andacunfé” gastou aproximadamente R$ 8 mil em sonorização, água, arte gráfica e outros custos, contando com contribuições dos integrantes para manter o bloco ativo.
Independente do investimento, o carnaval de BH demanda cada vez mais recursos financeiros, artísticos e políticos. Os desafios incluem garantir a continuidade dos projetos e o acesso a financiamentos, tornando cada vez mais importante o apoio de parceiros privados e públicos para fortalecer a diversidade e a cultura popular do carnaval de rua na cidade. A cada ano, novos desafios e oportunidades se apresentam, mas o amor pela festa e a dedicação dos envolvidos continuam a movimentar a folia em Belo Horizonte.




