A primeira-dama de Goiás, Gracinha Caiado (União Brasil-GO), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) são cotadas nas eleições ao Senado. Por motivos distintos, elas assumem o protagonismo político deixado pelos esposos e, consequentemente, o capital eleitoral nas urnas.
Após a migração do governador Ronaldo Caiado para o PSD, Gracinha ganhou mais protagonismo e deve assumir a presidência estadual do União Brasil, como principal nome da sigla em Goiás, conforme apuração da Gazeta do Povo. Ela tem percorrido o estado ao lado de Caiado e do vice-governador, Daniel Vilela (MDB). Este último assumirá o comando do Executivo com a saída de Caiado, prevista para ocorrer até o dia 4 de abril.
Enquanto o futuro do pré-candidato à Presidência da República segue indefinido, Vilela e Gracinha caminham em direção às eleições como aliados, na tentativa de fazer o sucessor de Caiado no governo, além de alçar a primeira-dama na corrida ao Senado.
A primeira-dama goiana defende que a segunda vaga para o Senado no estado seja do PL, fortalecendo a coligação de centro-direita. No entanto, a aliança segue indefinida por desavenças no PL e no PSD, nova sigla do governador Caiado. Em 2026, cada estado brasileiro irá eleger dois representantes ao Senado.
O partido do ex-presidente Jair Bolsonaro ficou mais distante do grupo político que comanda o estado depois de lançar a pré-candidatura do senador Wilder Morais (PL-GO), em fevereiro, durante evento com a presença do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto.
Além de Michelle e Gracinha, a primeira-dama da capital do Amapá, Rayssa Furlan (Podemos-AM) deve concorrer ao Senado, ao lado do esposo, Dr. Furlan (MDB-AM), pré-candidato ao governo estadual.
Os filhos de Bolsonaro acenam para a candidatura de Michelle no DF. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Carlos Bolsonaro (PL-SC) apoiam a ex-primeira-dama nesta questão. Flávio confirmou que todos os integrantes da família serão candidatos, menos Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que permanece nos Estados Unidos.
Michelle e Gracinha articulam estratégias para conquistar as vagas no Senado. Gracinha trabalha para aliança com Gustavo Gayer, enquanto Michelle pretende formar chapa com Bia Kicis. A movimentação política promete intensificar-se nos próximos meses até as eleições.
A prisão de Bolsonaro e a estratégia de candidaturas no PL marcam o cenário político atual. As articulações nos bastidores ganham destaque e as eleições ao Senado tornam-se um palco de disputas e alianças inesperadas.




