A nove dias de assumir o governo de Goiás, o vice-governador Daniel Vilela (MDB) tem motivos de sobra para comemorar. Pesquisa do Instituto Directa, divulgada nesta segunda-feira (23), mostra o emedebista com 37,8% das intenções de voto na corrida pelo Palácio das Esmeraldas — uma vantagem de 16,4 pontos percentuais sobre o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) , que aparece em segundo lugar com 21,4%.
O senador Wilder Morais (PL) vem em terceiro, com 14,2%, seguido pela deputada federal Adriana Accorsi (PT) , com 6,1%, e pelo pré-candidato do Novo, Telêmaco Brandão , com 0,4%. Os números consolidam a dianteira de Daniel e confirmam tendência já apontada por outras sondagens, como o Real Time Big Data, que na semana passada também o colocou à frente com 34%.
A pesquisa Directa entrevistou 1,2 mil eleitores em todas as regiões de Goiás entre os dias 14 e 17 de março, com margem de erro de 2,8 pontos percentuais.
Rejeição alta trava Marconi e Wilder
O maior desafio dos adversários de Daniel não está apenas na vantagem numérica, mas na rejeição. Marconi Perillo é apontado como o mais rejeitado entre os pré-candidatos: 18,2% dos entrevistados dizem que não votariam nele de jeito nenhum — o dobro do índice da petista Adriana Accorsi (9,1%). Wilder e Daniel têm rejeição baixa, respectivamente 2,8% e 3,2%.
Na pesquisa espontânea — quando os nomes não são apresentados — Daniel também lidera com 18,2%, seguido por Marconi (7,5%) e Wilder (5,8%). O dado indica que o vice-governador já está consolidado na memória do eleitor.
Fator Caiado e herança positiva
A vantagem de Daniel Vilela também reflete a popularidade do governador Ronaldo Caiado (PSD) , que deixa o cargo como o mais bem avaliado do Brasil. Em ano eleitoral, a combinação de aprovação recorde e unidade da base governista tem funcionado como um trampolim natural para o sucessor.
Com a chapa majoritária já desenhada — Daniel ao governo, José Mário Schreiner (PSD) como vice, e Gracinha Caiado (UB) , Vanderlan Cardoso (PSD) e Zacharias Calil (MDB) disputando as duas vagas ao Senado — a máquina da situação parece pronta para tentar liquidar a eleição ainda no primeiro turno. Resta saber se os adversários conseguirão reagir antes de outubro.




