De acordo com informações recentes, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi transferido para dependências maiores no prédio da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde está preso desde a noite de quinta-feira (19).
Vorcaro passou a ocupar o mesmo espaço que foi usado como “sala de Estado” para prender o ex-presidente Jair Bolsonaro, entre novembro de 2025 e janeiro deste ano.
Do início de março até a última quinta, Vorcaro ficou preso na Penitenciária Federal de Brasília, em uma cela isolada com 6 metros quadrados, cama de concreto e regras rígidas de detenção. Ao chegar na Superintendência da PF, o banqueiro foi levado a uma cela para presos provisórios, com cerca de 2,5 metros de largura e 3,5 metros de comprimento – pouco menos de 9 metros quadrados.
A nova cela de Vorcaro tem 12 metros quadrados e inclui sala com mesa, cadeira e cama de solteiro (com colchão) e um banheiro privativo.
Transferências e desdobramentos
Na semana passada, os advogados tinham pedido o envio de Vorcaro para a prisão domiciliar – segundo apurou a TV Globo, como parte das tratativas iniciais de um acordo de delação premiada. Mendonça negou a domiciliar, mas autorizou a ida para a Superintendência, onde as regras de detenção são menos rígidas.
Inicialmente, chegou a ser cogitado que Vorcaro ocuparia a mesma “sala de Estado” ocupada por Bolsonaro. O espaço, por lei, é reservado para autoridades como presidentes da República e outras altas figuras públicas.
Avaliações da PF indicaram que Vorcaro não poderia receber o mesmo tratamento dado a um ex-presidente da República. O banqueiro foi detido em uma sala menor, porém, após recurso, Mendonça determinou a alocação do banqueiro em um espaço maior.
Rumor de delação
A TV Globo apurou que o advogado de Vorcaro, José Luís Oliveira Lima, procurou a PF para informar sobre o interesse do banqueiro em firmar um acordo de delação premiada. A reunião da defesa com o ministro André Mendonça tratou dos desdobramentos do caso, com advogados apontando a possibilidade de uma delação premiada.
Daniel Vorcaro foi preso durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, e tem sido investigado por crimes financeiros e supostos pagamentos indevidos a agentes públicos.
A transferência para a Superintendência da PF e a possibilidade de uma delação premiada abrem novos caminhos para as investigações em curso.




