Dentre os entrevistados, 17% afirmaram que o apoio de Trump aumentaria a vontade de votar em um candidato, enquanto 15% disseram que isso diminuiria. Outros 37% não acreditam que a medida tenha como objetivo favorecer o senador, e 11% preferiram não opinar.
Entre os eleitores que declaram voto em Flávio Bolsonaro, 29% consideram que a medida adotada por Trump é uma forma de favorecê-lo. Em contrapartida, essa percepção é muito mais alta entre os apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), onde 73% creem que as tarifas têm esse intuito.
Além disso, 63% dos entrevistados afirmaram conhecer sobre o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil, sendo que 25% se consideram bem informados e 34% se julgaram razoavelmente informados. As novas sobretaxas, que incluem uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e uma adicional de 12,5% por alegações de abusos trabalhistas, geraram um aumento na discussão política do tema.
O vínculo entre a família Bolsonaro e Trump também foi um ponto relevante levantado na pesquisa, especialmente considerando a atuação do deputado cassado Eduardo Bolsonaro durante a primeira fase da crise comercial entre os dois países. Essa conexão fez com que muitos eleitores questionassem quem é o verdadeiro responsável pela crise comercial.
Quando questionados sobre essa responsabilidade, 34% dos entrevistados atribuem a culpa a Lula, que critica Flávio Bolsonaro, enquanto 26% acreditam na responsabilidade do senador, que atribui a culpa ao governo brasileiro. Outros 24% acreditam que nenhum dos dois está certo e 11% acham que ambos têm suas responsabilidades.
Sobre quem seria o principal responsável pelas punições comerciais dos Estados Unidos, 35% apontaram Lula, 28% atribuíram a culpa a Trump e 23% aos irmãos Bolsonaro, com Flávio recebendo 13% e Eduardo 10% das respostas. Uma clara divisão de opinião que reflete a polarização política do momento.
A pesquisa também indicou que 74% dos brasileiros defendem que o governo busque uma solução negociada para a crise comercial com os Estados Unidos, enquanto 17% acreditam que o governo deveria retaliar os americanos e apenas 2% acham que o Brasil deveria aceitar as tarifas. A avaliação da atuação de Lula nas negociações mostra que 51% dos entrevistados consideram que ele fez menos do que poderia para impedir o tarifaço, enquanto 29% acreditam que sua atuação foi adequada.



