DE amplia poderes na Cisjordânia ocupada: colonos israelenses e autoridades em alta

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DE aprovou um conjunto de medidas que ampliam seus poderes na Cisjordânia ocupada, reforçando mecanismos que podem aprofundar a presença de colonos israelenses e aumentar a atuação das autoridades israelenses em áreas atualmente sob algum nível de controle palestino. A decisão foi tomada pelo gabinete de segurança israelense, informa a Al Jazeera nesta segunda-feira (9). O pacote inclui iniciativas para facilitar a venda de terras palestinas a colonos israelenses, além de ampliar a autoridade israelense em regiões que, em teoria, estão sob administração palestina.

De acordo com a reportagem, as medidas aprovadas buscam fortalecer o alcance institucional de Israel na Cisjordânia ocupada. Entre os pontos destacados está a criação de mecanismos que podem acelerar processos de transferência de terras palestinas para colonos israelenses, um tema historicamente sensível e alvo de críticas da comunidade internacional. Além disso, o gabinete de segurança israelense aprovou a ampliação de poderes das autoridades israelenses em áreas sob controle palestino, o que pode impactar diretamente o funcionamento administrativo e político de regiões que integram a gestão palestina.

A aprovação ocorre em meio ao aumento de tensões no território ocupado, marcado por operações militares, expansão de assentamentos e episódios de demolições de moradias palestinas. O presidente palestino Mahmoud Abbas reagiu duramente ao anúncio. Segundo a reportagem, ele classificou a decisão como “perigosa” e “ilegal”, afirmando que as medidas representam uma espécie de anexação de fato da Cisjordânia ocupada.

Abbas declarou que a iniciativa israelense equivale a uma tentativa de consolidar o domínio territorial sobre áreas palestinas, alterando a realidade política e administrativa do território ocupado. Diante do avanço das medidas israelenses, Mahmoud Abbas também fez um apelo para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intervenha, assim como o Conselho de Segurança das Nações Unidas. O dirigente palestino pediu ações internacionais para impedir que o pacote aprovado pelo gabinete de segurança israelense produza mudanças irreversíveis na Cisjordânia ocupada.

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