De Planaltina à França: Prof. arte da rede pública expõe no Louvre

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De Planaltina à França: professor da rede pública leva arte para o Carrousel do Louvre, em Paris

Duas obras de Jean Fernando serão expostas em outubro deste ano no conjunto de palácios do museu francês.

Professor do CEF 01 que vai a Paris, pintando uma de suas obras

O professor de artes Jean Fernando foi selecionado para expor suas obras no Salão Internacional de Arte Contemporânea do Carrossel do Louvre, no conjunto de palácios do museu, em Paris, na França. Em outubro deste ano, ele terá duas obras expostas por uma semana. “É uma alegria misturada com medo e com uma incerteza de que as pessoas vão realmente gostar do meu trabalho. Ainda não consegui definir o que estou sentindo”, conta o artista plástico.

Professor da rede pública há 15 anos, Jean é fonte de inspiração para muitos de seus alunos no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 01 de Planaltina, no Distrito Federal. Ele define seu estilo como de estética figurativa vibrante: personagens destacados, olhos expressivos e cenários ricos em detalhes, que exaltam a flora e a fauna brasileira. Quando começou, jamais imaginou que se tornaria um artista de renome internacional. “Sempre fiz para decorar a minha casa e para presentar amigos. Nunca pensei que iria sair aqui de casa”, explica o artista.

Os trabalhos expostos por Jean em Paris serão vendidos, mas ainda não há preço definido. O artista plástico representa a Vivemos Arte Gallery, que seleciona artistas brasileiros para expor fora do país. TRAJETÓRIA

Ao DE, Jean Fernando conta que se inspirou na irmã mais velha, que também desenhava. Ele também se emociona ao lembrar do apoio, elogios, palpites e participação da mãe. Os dois até fizeram uma obra de mosaico juntos. Sua primeira tela foi feita aos 18 anos, após incentivo de uma professora da escola.

Artista plástico há 25 anos, Jean diz que deu um novo olhar para a sua arte ao dar aula para idosas. Ele afirma que, desde então, suas obras ganharam mais flores e cores vibrantes. Atualmente, o professor se dedica aos alunos do CEF 01 durante a tarde. Pelas manhãs, ele fica livre para criar suas obras. Ele conta que pretende continuar dividindo experiências e incentivando seus alunos. A ideia de deixar de lecionar após 25 anos dá uma “sensação de algo faltando”.

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