BELO HORIZONTE (MG) — Nessa terça-feira (29), a TV Globo promoveu um debate entre os candidatos ao governo de Minas Gerais, com a participação de Gabriel Azevedo (MDB), Alexandre Kalil (PDT), Patrus Ananias (PT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL) e Mateus Simões (PSD). O evento, mediado pela jornalista Liliana Junger, foi transmitido ao vivo da redação da emissora na capital mineira.
Durante o debate, diversos temas foram discutidos, e a equipe do programa Fato ou Fake fez uma verificação das declarações mais relevantes. Alexandre Kalil, por exemplo, afirmou que deixou R$ 500 milhões em caixa na Prefeitura de Belo Horizonte, uma afirmação considerada verdadeira. Documentos da gestão Kalil mostram que, em dezembro de 2021, havia cerca de R$ 698 milhões em caixa líquido, valor que ficou acima da cifra mencionada por ele. A assessoria de Kalil corroborou a informação, dizendo que o candidato aproximou o número.
Cleitinho Azevedo falou sobre a situação das exportações de Minas e afirmou que o estado é o segundo que mais exporta no Brasil, uma afirmação que também foi validada. Dados do Comex Stat confirmam que Minas Gerais ocupou a segunda posição em exportações, atrás apenas de São Paulo.
No entanto, quando se referiu à privatização das estradas no Sul de Minas, Cleitinho passou a ser menos preciso. Embora algumas rodovias tenham sido privatizadas, muitas ainda permanecem sob administração do governo estadual e federal. Sua assessoria esclareceu que a expressão “todas as estradas são privatizadas” não era literal.
Flávio Roscoe destacou que a cidade de Extrema possui a quinta maior arrecadação do estado, com R$ 2,3 bilhões entre janeiro e agosto deste ano, fato corroborado pelos dados da Secretaria da Fazenda. Azevedo também mencionou uma queda no número de matrículas em ensino integral em Minas Gerais, enfatizando que o estado está entre os quatro que registraram essa diminuição, com uma perda correspondente a 25.106 matrículas, de acordo com o relatório do Ministério da Educação.
Mateus Simões elogiou a expansão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que agora cobre todo o estado, informação que também se mostrou verdadeira. Essa ampliação aconteceu durante a gestão de Zema, quando Simões atuava como vice-governador.
Patrus Ananias trouxe à tona a dívida do estado, estimando-a em R$ 200 bilhões, uma cifra que se provou correta, com dados recentes apontando uma dívida total de R$ 208,87 bilhões, grande parte devida à União.
Além disso, Ananias afirmou que muitos professores no estado recebem abaixo do que o estipulado pelo piso nacional. Contudo, essa declaração não é completamente precisa, pois o governo se baseia em uma proporção do piso nacional devido à carga horária da categoria em Minas. A situação é contestada pelo sindicato que representa os educadores, que reivindica a aplicação do valor integral do piso.
Esse debate serviu como um importante espaço para o esclarecimento de propostas e para a checagem de informações relevantes em um momento crucial da corrida eleitoral em Minas Gerais.



